Uma escravidão que liberta

Por ocasião de sua visita ao Santuário de Jasna Gora na Polonia 1979, o Papa São João Paulo II explicou em que consiste a consagração como escravo de amor pelas mãos de Maria

Ir. Alcídio Miranda, EP

Afirmou na ocasião o Sumo Pontífice:

“O ato fala de ‘servidão’ e esconde em si um paradoxo semelhante às palavras do Evangelho, segundo as quais é necessário perder a própria vida para a encontrar (cf. Mt 10, 39). O amor constitui, de fato, a consumação da liberdade, mas, ao mesmo tempo, ‘o pertencer’ – isto é, o não ser livre – faz parte da sua essência. Mas este ‘não ser livre’ no amor não é entendido como escravidão, mas sim como afirmação de liberdade e como consumação dela. O ato de consagração na escravidão indica, portanto, singular dependência e confiança sem limites. Neste sentido a escravidão (a não liberdade) exprime a plenitude da liberdade, do mesmo modo que o Evangelho fala da necessidade de perder a vida para a encontrar na sua plenitude”.

São João Paulo II nos convida, assim, parafraseando São Paulo (cf. Rm 8, 21), a participar da gloriosa liberdade dos escravos de Maria.

Escravidão que liberta, liberdade que escraviza

Um ano depois da visita do pranteado Pontífice a Jasna Gora, num artigo escrito para o jornal Folha de São Paulo, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sintetizava tal paradoxo com estas palavras:

“Há uma escravidão que liberta, e há uma liberdade que escraviza. Para uns é livre quem, com a razão obnubilada e a vontade quebrada, impelido pela loucura dos sentidos, tem a faculdade de deslizar voluptuosamente no tobogã dos maus costumes. E é ‘escravo’ aquele que serve à própria razão, vence com força de vontade as próprias paixões, obedece às leis divinas e humanas, e põe em prática a ordem”.

Convictos dessa verdade e após uma devida preparação, na última sexta-feira 31 de maio, Festa da Visitação da Virgem Maria, 84 fiéis da Paróquia Santa Luzia em Mococa/SP, durante Missa celebrada pelo revmo. Pe. Celso Abreu de Jesuz, realizaram a consagração a Nossa Senhora como escravos de amor,  esperando de Maria todo o auxílio para serem perfeitos cristãos nesta terra e, depois disto, serem recebidos por Deus no Céu por toda eternidade. Veja fotos desse momento.

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Uma resposta a Uma escravidão que liberta

  1. Deuselina rocha disse:

    Eu sou uma consagrada de Nossa Senhora Graças a Deus

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