O glorioso título de Rainha

Em meio ao júbilo de toda a corte celeste, o Pai Eterno A coroou, comunicando-Lhe a onipotência da súplica, o Filho, a sabedoria;
e o Espírito Santo o amor.

Coroação da Virgem

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Ó clemente ! ó piedosa ! ó doce sempre Virgem Maria!

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

A origem da Salve Rainha

Esta belíssima oração é atribuída ao Bispo de Puy, Dom Adhemar de Monteuil, membro do Concílio de Clermont, onde foi decidida a primeira Cruzada. Dom Adhemar seguiu para a Cruzada na qualidade de Legado Apostólico e compôs a Salve Rainha, ou Salve Regina, em Latim, para que se tornasse o canto dos Cruzados.

A princípio, a antífona acabava por estas palavras: “nobis post hoc exilium ostende”. A tríplice invocação que a termina presentemente foi acrescentada por São Bernardo de Claraval, e merece ser narrado como se fez.

Na véspera do Natal do ano de 1146, São Bernardo, mandado para a Alemanha como Legado do Papa, fazia sua entrada solene na cidade de Spire, depois de uma viagem memorável na qual os milagres foram numerosos.

O Bispo, o Clero, os cidadãos todos, com grande pompa vieram ao encontro do Santo e conduziram-no, ao toque dos sinos e dos cânticos sagrados, através da cidade até a porta da capital, onde o Imperador e os príncipes germânicos o receberam com todas as honras devidas ao Legado do Papa.

Enquanto o cortejo penetrava no recinto sagrado, o coro cantou a Salve Rainha, antífona predileta do piedoso Abade de Claraval.

Bernardo, conduzido pelo Imperador em pessoa e rodeado da multidão do povo, ficou profundamente comovido com o espetáculo que presenciara.

Acabado o canto, prostrando-se três vezes, Bernardo acrescentou de cada vez uma das aclamações, enquanto caminhava para o altar sobre o qual brilhava a imagem de Maria: O clemens! O Pia! O dulcis Virgo Maria! — Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!

Fonte: Santo Afonso de Ligório. Maria ensinada à mocidade. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1915.

Ouça abaixo o canto da Salve Rainha pelo coro dos Arautos.

Sobre Apostolado do Oratório

Blog oficial do Apostolado do Oratório dos Arautos do Evangelho, Associação Internacional de Direito Pontifício.
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Uma resposta a O glorioso título de Rainha

  1. Romulo disse:

    Há muito que leio este blog e acompanho as matérias e notícias. E este relato sobre a Salve Rainha foi um dos melhores. Agradeço e peço a Nossa Senhora que esteja com todos que trabalham por ela nesta obra magnifica.

    Abs
    Romulo – Jundiaí

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