O verme roedor da inveja

XXV Domingo do Tempo Comum

Veneno que corrói as almas, a inveja ainda é pior quando se revolta contra os favores espirituais concedidos por Deus ao próximo. A este vício moral se dá o nome de inveja da graça fraterna

Monsenhor João S. Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

A figura da vinha

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos:
1 “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu
de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha.
2 Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e
os mandou para a vinha”.

Ao contrário do que em geral se supõe, a região na qual hoje se incluem a Palestina e Israel era, no tempo de Nosso Senhor, extremamente fértil. O panorama muitas vezes árido e desolador de nossos dias é resultante de dois mil anos de lutas e arrasamentos. Mas ali, de fato, era um país onde, além de correr o leite e o mel (cf. Nm 13, 27) e produzir ótimo azeite, cultivavam–se excelentes vinhas, conforme no-lo atestam as Sagradas Escrituras (cf. Nm 13, 23-24), certamente sinal de bênção de Deus.

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Encontro com Maria de 19/09

🛎️ Anote para não esquecer. 📝 Nosso Encontro com Maria deste sábado, 19/09 às 16h. na TVArautos. 🎥

O Padre Wanderley e o Ir. Mozart tratarão conosco do tema da Mensagem de Fátima e o Rosário. 🙏

Não perca. Ative o lembrete aqui: 👉https://bityli.com/encontro-maria-19-09

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Qual é a origem do culto aos santos?

A admiração pelo testemunho dos mártires levou os primeiros cristãos a venerar suas relíquias e a desejar ardentemente seguir seu exemplo.

Era uma tarde de festa no anfiteatro de Esmirna, por volta do ano 155 da Era Cristã. Enchia-o uma multidão sequiosa de sangue, na expectativa de assistir a um cruel espetáculo: o martírio de 12 cristãos. No momento aprazado, adentra o santo Bispo Policarpo, ancião de quase 90 anos, sobranceiro ao populacho.

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O gládio que transpassou o Coração da Santíssima Virgem

Na apresentação do Menino Jesus no Templo, o profeta Simeão, a respeito do Divino Infante, fez esta esplêndida profecia: “Agora, Senhor, podeis deixar vosso servo partir em paz, segundo vossa palavra, porque meus olhos viram a salvação que preparastes ante a face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de Israel, vosso povo” (Lc 2, 29-32).

Assim, depois de um futuro esplêndido, o venerável ancião predizia uma vida e uma luta tremenda para aquele Menino e prenunciava para Maria Santíssima um sacrifício:  “Uma espada transpassará tua alma” (Lc 2, 35). Quer dizer, Ela terá um dos sofrimentos mais atrozes que uma pessoa pode suportar. E ele anuncia isso com trinta e três  anos de antecedência…

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Covid-19: é hora de voltar à Missa presencial, diz Vaticano

É urgente regressar à normalidade da vida cristã, que tem o edifício da Igreja como casa e a celebração da Eucaristia como meta para a qual se encaminha a ação da Igreja.

Por Gaudium Press. Assinada pelo Cardeal Robert Sarah, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos enviou uma carta aos presidentes das Conferências Episcopais de todos os países defendendo o regresso à celebração presencial da Missa, após as limitações provocadas pela pandemia.

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Devo perdoar uma só vez?

XXIV Domingo do Tempo Comum

Complexo é o problema do perdão. A Lei Antiga dava ao ofendido o direito à vingança. O Evangelho prescreve o dever de perdoar as ofensas e enaltece quem o faz. Ora, quais são os limites? Até que ponto deve ser pródiga a nossa misericórdia?

Mons. João S. Clá Dias, EP

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos Céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18, 21-35).

Quais os limites do perdão?

Os Apóstolos haviam sido formados numa escola completamente diferente à do Messias. A própria Lei de Moisés era severíssima, e certas faltas, como a blasfêmia contra Deus, eram castigadas com a morte imediata por apedrejamento (cf. Lv 24, 14-16).

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