O triunfo, a cruz e a glória

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

A conjunção da entrada triunfal do Divino Redentor em Jerusalém e dos sofrimentos de sua dolorosa Paixão nos lembram que a perspectiva da cruz está sempre nimbada pela certeza da glória futura

Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

Triunfo prenunciativo da glória da Ressurreição

Ao considerar no Domingo de Ramos a entrada triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, devemos ter presente que a Liturgia não é apenas uma rememoração de fatos históricos, mas, sobretudo, uma ocasião para receber as mesmas graças criadas por Deus naquele momento, e distribuídas ao povo judeu que lá se encontrava. Por isso a Igreja Católica estimula os fiéis a repetir simbolicamente essa cerimônia, a fim de se iniciar a Semana Santa com a alma bem preparada.

Na Antiguidade, os grandes heróis militares e os atletas vencedores eram saudados com ramos de palma, para honrá-los pelo triunfo alcançado. Portanto, Jesus quis que sua Paixão, cujo ápice se deu no Calvário, fosse marcada pelo triunfo já na abertura, antecipando a glória da Ressurreição que viria depois.

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Meditação do Primeiro Sábado de abril 2020


2º Mistério Doloroso. A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não sejam em vão os sofrimentos do Redentor. Aproximam-se os dias em que recordaremos a Paixão e Morte de nosso Divino Redentor. Assim, dedicaremos a nossa devoção da Comunhão Reparadora do Primeiro Sábado de abril à contemplação do 2º Mistério Doloroso do Rosário: A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. A fim de cumprir sua missão redentora e reparar junto ao Pai Eterno os pecados da humanidade, o Cordeiro de Deus entregou-se à imolação e padeceu atrozes sofrimentos durante a Paixão. Os mais cruéis Lhe foram impostos pelos flagelos dos verdugos, que O feriram impiedosamente.

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A pior cegueira…

IV Domingo da Quaresma
(Domingo Lætare)

Ao operar o milagre da cura de um cego de nascença, Nosso Senhor Jesus Cristo mostra que há cegueira pior que a dos olhos corporais: a da alma, que impede o desenvolvimento da luz sobrenatural infundida em nossas almas pelo Batismo

Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 


Nesta vida terrena, temos na alma apenas uma semente de visão beatífica. Mas, ao passarmos para a eternidade, ela se desenvolverá como uma árvore, e desaparecerão por completo os véus que cobrem a fé e a esperança, e veremos a Deus face a face. A Liturgia do 4º Domingo da Quaresma, Domingo da Alegria, nos traz a jubilosa esperança da plena posse dessa visão.

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Boletim Informativo março/abril 2020


Supremo objeto das complacências divinas

No Evangelho da Anunciação encontramos o Anjo São Gabriel aquietando a perturbação de Nossa Senhora com as palavras: “encontraste graça diante de Deus” (Lc 1, 30). Ora, o que significa essa expressão? Encontrar graça diante de Deus é, antes de tudo, ser objeto das complacências do Altíssimo. Mas, como para Ele tudo é presente, da palavra do Anjo devemos concluir ter sido assim desde toda a eternidade: a Santíssima Virgem estava, de fato, inserida no projeto da Encarnação.

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Como será a felicidade eterna?

II Domingo da Quaresma

A Transfiguração foi para os discípulos um antegozo do Céu e uma imensa consolação para enfrentar as futuras provações da Paixão e Morte de Jesus. Também todo batizado recebe consolações, como estímulo para perseverar no serviço de Deus

Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 


São Paulo declara aos coríntios ter sido arrebatado ao Céu, em certo momento de sua vida, onde ouviu o que era impossível transmitir e menos ainda explicar: “foi arrebatado ao Paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir” (II Cor 12, 4).

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