O homem foi feito para Deus, e não Deus para o homem

IX Domingo do Tempo Comum

A ridícula interpretação farisaica da Lei de Moisés evidencia
o erro, de funestas consequências, que o homem comete quando
substitui Deus pelas criaturas.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

Estarei eu com a mão seca?

Considerado misticamente, aquele homem da mão seca representa, como diz São Beda, “o gênero humano infecundo para o bem […], cuja destra se havia secado em seu primeiro pai, quando colheu o fruto da árvore proibida”. De fato, pelo pecado de Adão a humanidade tornou-se estéril, incapaz de conquistar méritos. Mas foi curada “pela graça do Redentor, quando estendeu as mãos inocentes na árvore da Cruz”. Desta forma, por sua Paixão, Nosso Senhor Jesus Cristo devolveu aos homens a possibilidade de dar frutos extraordinários.

Continue lendo “O homem foi feito para Deus, e não Deus para o homem”

Meditação do Primeiro Sábado de Junho 2024

V Mistério Luminoso
Instituição da Sagrada Eucaristia
A garantia do nosso Paraíso

Introdução

Façamos nossa devoção reparadora do Primeiro Sábado, atendendo ao pedido do Imaculado Coração de Maria em Fátima. Tendo em vista a festa do Sagrado Coração de Jesus, meditaremos em junho o 5º Mistério Luminoso: A instituição da Sagrada Eucaristia. “Eu sou o pão vivo descido do Céu”, afirmou Nosso Senhor Jesus Cristo, prometendo a si mesmo como alimento para nossa alma. Na Última Ceia, antes de partir para consumar sua missão redentora, Ele operou o milagre da transubstanciação, transformando o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue preciosíssimos, e os deu em alimento aos Apóstolos. Estava instituído o Sacramento da Eucaristia, do qual todos nós podemos e devemos nos beneficiar diariamente.

Continue lendo “Meditação do Primeiro Sábado de Junho 2024”

A origem da Festa Corpus Christi

Por Padre Jorge Gustavo Antonini, EP. Em 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV emitia a bula Transiturus de Hoc Mundo, pela qual determinava a solene celebração da festa de Corpus Christi em toda a Igreja. Diz o pontífice no texto da bula:

Ainda que renovemos todos os dias na Missa a memória da instituição desse Sacramento, estimamos todavia, conveniente que seja celebrada mais solenemente pelo menos uma vez ao ano para confundir particularmente os hereges; pois, na Quinta-feira Santa a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério.”

Continue lendo “A origem da Festa Corpus Christi”

XIV Peregrinação Nacional do Apostolado do Oratório a Aparecida 2024

A Peregrinação ao Santuário de nossa Mãe Aparecida deste ano de 2024 está confirmadíssima!

Coordene com seu pároco e seu grupo a presença de sua cidade e paróquia. Traga também sua família e amigos. Vamos juntos nos encontrar aos pés da Padroeira do Brasil!

Abaixo segue algumas respostas às principais dúvidas sobre a Peregrinação:

1Quem não faz parte do Apostolado do Oratório pode participar?

Sim. Todos que quiserem participar conosco deste momento de louvor, oração e agradecimento a Santa Mãe de Deus são muito bem vindos.

2. Há algum valor a ser pago para ir na Peregrinação?

Continue lendo “XIV Peregrinação Nacional do Apostolado do Oratório a Aparecida 2024”

De rejeitado a onipotente

Solenidade da Santíssima Trindade

Até que ponto o escândalo produzido pelo Filho do Homem em sua vida pública está na raiz da honra, poder e glória recebidas em sua Ressurreição?

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

Jesus foi pedra de escândalo

Durante sua vida pública, Cristo dividiu os campos entre o bem e o mal, a verdade e o erro, o belo e o feio. Assim o mostrou, por exemplo, São Beda, o Venerável, ao afirmar: “Quando Jesus pregava e prodigalizava seus milagres, as multidões eram tomadas pelo temor e glorificavam o Deus de Israel; mas os fariseus e escribas acolhiam com palavras carregadas de ódio todos os ditos que procediam dos lábios do Senhor, como também as
obras que realizava”.

Continue lendo “De rejeitado a onipotente”

“Humildade é a verdade”

Reconhecendo nossa pequenez, concluímos que não somos capazes de fazer nada sem o auxílio de Deus, mas se confiamos n’Ele conseguiremos fazer até mais do que esperávamos.

Não é coisa rara encontrar pessoas com visualização muito engrandecida a respeito de sua própria imagem.

Já Santa Teresa dizia: “A humildade é a verdade, o Senhor ama tanto os humildes porque eles amam a verdade; a pura verdade é que nada somos, somos ignorantes, cegos e incapazes de praticar qualquer bem.”[1]

Assim, devemos ter constantemente diante dos olhos o que realmente somos: vermos as qualidades – e sobretudo os defeitos, que quase sempre são mais numerosos –; e quando fizermos uma grande obra, sabermos reconhecer que as forças para tal nos vêm de Deus.

Continue lendo ““Humildade é a verdade””