Descansem em paz

Rezemos pelos nossos falecidos
Honremos a memória dos finados

O Catecismo da Igreja Católica afirma que desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus

Ir. Carlos Eduardo, EP

Almas do Purgatório sendo libertadas pela celebração da Santa Missa, por Bernat Despuig e Jaume Cirera Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona

A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos. (no. 1032)

A festa de finados

No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – no dia anterior, festa de Todos os Santos – o triunfo de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo àqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício”. (Sl. 141,8)

Santo Odilon instituiu a “Festa dos Mortos”. (Vitral do Museu de Cluny)

A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, em Paris, França, quando seu quarto Abade, Santo Odilon, institui no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bem-aventurança do Céu.

A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando-se uma devoção habitual, em todo o mundo católico.

Indulgências em favor das almas do purgatório

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.

Para adquirir a Indulgência Plenária é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher as seguintes condições:

  • Confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas entre 15 dias antes e 15 depois de recebido o sacramento;
  • Comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência;
  • Oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência.1
Detalhe de “O Juízo Final”, com a Missa de São Gregório Magno, pelo Mestre de Artés – Museu de Belas Artes, Valência (Espanha)

Oração pelos falecidos

Pai Santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por [nome do falecido], que chamastes deste mundo.

Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém.

(Rezar Pai-Nosso e Ave Maria)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para ele a vossa luz! Amém.

Oração pelas almas, ensinada por Nossa Senhora de Fátima

Na aparição do dia 13 de julho de 1917, a Virgem Maria pediu aos três pastorinhos:

“Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:

‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem’.”

Veja também: Confissão: o sacramento de cura

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1 Fonte: Manual das Indulgências

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