A sublime beleza moral da Nova Lei


VII Domingo do Tempo Comum

Aos preceitos morais da Antiga Lei, Nosso Senhor vai acrescentar exigências muito mais profundas, elevadas e radicais

Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 

 

No Evangelho deste 7º Domingo do Tempo Comum se encontra o cerne de todo o Sermão da Montanha, o qual nos indica a via segura para atingirmos a santidade. No que consiste ser santo? Em alcançar a ousada meta traçada pelo Divino Mestre: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Como veremos neste Evangelho, Nosso Senhor modificou completamente o sistema cruel e egoísta de encarar o relacionamento humano que reinava até então.

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Festa dos Santos Francisco e Jacinta Marto

 

Por Carlos Eduardo Novaes, EP. Em 20 de fevereiro celebra-se a Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima, os santos Francisco e Jacinta Marto.

Os Pastorinhos

Das curtas vidas de Francisco e de Jacinta Marto, “as duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas”, como João Paulo II lhes chamou, há poucos registros biográficos. A mais importante fonte para o conhecimento sobre eles é constituída pelas Memórias de sua prima, a Irmã Lúcia.

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O verdadeiro cumprimento da Lei está no que dizem os fariseus?

VI Domingo do Tempo Comum

A Liturgia deste domingo nos mostra que o Messias não veio abolir nem diminuir a Lei, e sim dar-lhe pleno cumprimento. Ora, diz-nos São Paulo que ninguém se justifica pela prática da Lei, mas só pela fé em Jesus Cristo. Como resolver esta aparente contradição?

Mons. João S. Clá Dias

27 Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29 Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30 Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31 Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério. 33 Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34 Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo Céu, porque é o trono de Deus; 35 nem pela Terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36 Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37 Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do maligno” (Mt 5, 17-37).

Cristo é a plenitude da Lei

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 “Não penseis
que vim abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para
dar-lhes pleno cumprimento”.

De tal forma Jesus abstraía de algumas normas farisaicas, que muitos poderiam imaginar ter vindo Ele revogar a Lei Mosaica, substituindo-a por outra. Os doutores da Lei, por exemplo, proibiam o contato com os pecadores e publicanos, enquanto o Divino Mestre ia jantar em casa deles. Rompia também os preceitos farisaicos do sábado, permitia que seus discípulos omitissem as abluções rituais antes da refeição e afirmava não estar a impureza nos alimentos, e sim no coração. Tudo isso poderia dar a impressão de ser Ele um laxista disposto a abolir as antigas práticas, excessivamente rigorosas.

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Ato de confiança na bondade de Nosso Senhor

Oração

Senhor, eis aqui uma alma que está no mundo para exercer a vossa admirável misericórdia e para fazê-la brilhar em presença do Céu e da Terra. Glorifiquem-Vos os outros, fazendo ver qual é a força da vossa graça, pela sua fidelidade e constância; quanto sois doce e liberal para com os que Vos são fiéis.

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O sal do convívio e a luz do bom exemplo

V Domingo do Tempo Comum

O convite à santidade, feito a todos os cristãos por Nosso Senhor, tem como corolário a obrigação de trabalharmos pela salvação de nossos irmãos, com a palavra e o exemplo de vida

Mons. João S. Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho

 


“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde ela brilha para todos que estão na casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5, 13-16).

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