Aos que amam!

VI Domingo da Páscoa

As inexcogitáveis dádivas prometidas pelo Salvador, antes de sua partida para a eternidade, têm como pressuposto o amá-Lo e o guardar sua palavra. Aprofundar o conhecimento sobre essas promessas e as condições para elas se cumprirem, é o objetivo destas linhas

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho

Preparando a partida deste mundo

“Partir c’est toujours mourir un peu!”. Partir é sempre morrer um pouco, dizem os franceses. Assim — apesar de vivermos na era do avanço total das comunicações, na qual as distâncias quase já não existem — a despedida de um ente querido sempre dói no coração. Muito mais ainda naqueles tempos do Império Romano, nos quais as viagens eram demoradas, não havia telégrafo, telefone nem internet. Acrescente-se a esses dados o fato de o destino para o qual ia o Divino Mestre não ser outra cidade ou país, mas sim a eternidade.

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No sofrimento, a raiz da glória

V Domingo da Páscoa

Embora constatemos a instintiva repugnância de nossa natureza em relação a todo sofrimento, é nele que se encontra a porta da autêntica felicidade, e no amor ao próximo o sinal característico do cristão

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho

A harmonia da natureza humana no Paraíso

Nossa vida na face da Terra pode ser definida como uma grande prova, pois viemos a este mundo para enfrentar uma existência tisnada pelo pecado, repleta de dificuldades, e só se formos fiéis às graças recebidas obteremos o prêmio da eterna bem-aventurança. A prova é posta pelo Criador no caminho de todos os seres inteligentes, e nem sequer os Anjos foram chamados à visão beatífica sem passar por ela.1 Adão e Eva, nossos primeiros pais, tinham sido introduzidos no Paraíso, em graça, também para serem experimentados e não foram fiéis. Ao romper a obediência e comer o fruto proibido, foram expulsos do Éden e privados de muitos dos privilégios concedidos por Deus quando viviam em estado de justiça, dentre os quais a ciência infusa, que dava o conhecimento dos segredos da natureza, a impassibilidade, pela qual não adoeciam, e o magnífico dom de integridade.

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Somos todos ovelhas de Jesus?

IV Domingo da Páscoa

Assim como outrora Jesus, o Bom Pastor, procurou atrair todos para seu Rebanho, sua voz continua hoje a ressoar nos corações, apelando para que nos deixemos apascentar por Ele. Os fariseus O recusaram decididamente. Que atitude tomará este nosso mundo?

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho


O simbolismo na obra da criação

Do nada, Deus criou todas as coisas, e de forma instantânea; não transformou seres preexistentes, mas agiu por um ato exclusivo de sua onipotência, incomunicável a qualquer outro ser, mesmo por milagre.1 Ele tornou realidade o universo tendo em vista sua própria glória: “D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele a glória por toda a eternidade!” (Rm 11, 36). O Concílio Vaticano I é categórico neste particular: “Se alguém negar que o mundo foi criado para a glória de Deus, seja anátema”. (…)

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Santa Margarida Maria Alacoque e as promessas do Sagrado Coração de Jesus

A mensagem da qual Santa Margarida Maria Alacoque foi portadora mostraria à humanidade, de um modo nunca antes imaginado, a insondável intensidade do amor que Ele tem a cada um de nós. Acompanhe nesse breve vídeo quais as doze promessas do Sagrado Coração de Jesus

Ir. Carlos Eduardo, EP

 

Após uma existência na qual consumiu- se sem cessar no amor ao Sagrado Coração de Jesus, Santa Margarida Maria Alacoque morreu em 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada por Bento XV em 1920. Seu corpo está colocado sob o altar da capela do convento onde viveu, e os peregrinos que ali vão rezar a ela alcançam insignes graças. ♦

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A Igreja após o Juízo Final

O rico significado das ações de Jesus

No contato com certas pessoas inteligentes, de boa cultura e, sobretudo, sábias, saboreamos uma grande riqueza em suas palavras e até mesmo em seus gestos e atitudes. A profundeza e a multiplicidade de significado de suas ações são tão substanciosas que às vezes se torna difícil abarcá-las por completo. Quando essa personalidade não é humana nem angélica, mas divina, isso não é apenas difícil, mas totalmente impossível.

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A fé e a verdadeira paz

II Domingo da Páscoa

É para nosso benefício que os Apóstolos viram Jesus ressurrecto, creram na Ressurreição e dela deram testemunho: para que nós, acreditando, tenhamos a vida eterna

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho

“Estando fechadas as portas”

19 Chegada a tarde daquele mesmo dia,
que era o primeiro da semana, e estando
fechadas as portas da casa onde os discípulos
se encontravam juntos, por medo dos judeus,
foi Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:
“A paz esteja convosco!”

Devido a motivos vários, a redação dos Evangelhos, embora de uma precisão insuperável, é sintética. Por um sábio sopro do Espírito Santo, seus autores escolhem não só os termos ideais, como também os aspectos essenciais e mais importantes dos episódios narrados para transmitir aos fiéis a mensagem inspirada. Vemos, por exemplo, como é expressiva esta sucinta afirmação: “Estando fechadas as portas”.

Medo e insegurança dos Apóstolos

Muitos são os comentaristas que ressaltam esse particular. Beda mostra que o motivo da dispersão dos Apóstolos, por ocasião da Paixão — o temor dos judeus —, é o mesmo que os mantém depois reunidos e com as portas fechadas. Segundo Crisóstomo, o medo entre eles deveria ter aumentado de intensidade, ao cair da tarde.

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