Quinta-feira Santa – Nunca devemos rejeitar uma graça

Ao ver Cristo Se aproximar para lavar-lhe os pés, São Pedro, sempre impulsivo, teve um verdadeiro sobressalto. Como os demais Apóstolos, não podia compreender naquele momento a transcendência do gesto do Divino Mestre. Mas Nosso Senhor lhe adverte que se não o permitisse, não teria parte com Ele

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

Jesus lava os pés dos apóstolos – Igreja de São Demétrio – Loarre – Espanha

Pedro disse: “Senhor, Tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. Disse-Lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se Eu não te lavar, não terás parte comigo”. Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos” (Jo 13 6-10).

Podemos imaginar o que deve ter sido sentir os próprios pés sendo lavados pela Segunda Pessoa da Santíssima Trindade!

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Ladainha de Nossa Senhora das Dores

photo credit: il Bambino III via photopin cc

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

R/. Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

R/. Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo,

Deus Espírito Santo,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das virgens,

Mãe crucificada,

Mãe dolorosa,

Mãe lacrimosa,

Mãe aflita,

Mãe abandonada,

Mãe desolada,

Mãe despojada de seu Filho,

Mãe transpassada pelo gládio,

Mãe consumida pelo infortúnio,

Mãe repleta de angústias,

Mãe com o coração cravado na Cruz,

Mãe tristíssima,

Fonte de lágrimas,

Auge do sofrimento,

Espelho de paciência,

Rochedo de constância,

Âncora da confiança,

Refúgio dos desamparados,

Escudo dos oprimidos,

Vencedora dos incrédulos,

Conforto dos miseráveis,

Remédio dos enfermos,

Fortaleza dos fracos,

Porto dos náufragos,

Bonança nas borrascas,

Recurso dos aflitos,

Terror dos que armam ciladas,

Tesouro dos fiéis,

Vista dos Profetas,

Báculo dos Apóstolos,

Coroa dos Mártires,

Luz dos Confessores,

Pérola das Virgens,

Consolação das viúvas,

Alegria de todos os Santos,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,

R/. perdoai-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,

R/. atendei-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,

R/. tende piedade de nós, Jesus.

Oremos: Velai por nós, defendei-nos, preservai-nos de todas as angústias, pela virtude de Jesus Cristo. Amém.

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Veja também: Por ocasião da Quaresma, oração à Virgem das Lágrimas

Apostolado do Oratório promove visita aos enfermos no dia de Natal

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“Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (São Mateus 25, 40).

O Apostolado do Oratório dos Arautos do Evangelho promoveu também este ano uma visita de seus Coordenadores e participantes do Curso de Teologia a dois grandes hospitais na cidade de São Paulo.

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O primeiro Hospital, visitado no dia 15 de dezembro, foi no bairro da Mooca: Hospital Infantil Cândido Fontoura.

No próprio dia de Natal, foi a vez do Hospital Municipal do Tatuapé. Quatro Sacerdotes Arautos acompanharam a visita, abençoando e ministrando o Sacramento da Unção dos Enfermos aos necessitados.

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Ao som de cânticos Natalinos, a bela imagem do Menino Jesus foi levada a mais de 350 leitos. Além de palavras de consolo, afeto e estímulo, foram distribuídos presentes e lembranças religiosas. Os dedicados funcionários e enfermeiras (cerca de duzentos) que faziam plantão neste dia, também foram beneficiados com a bênção dos Sacerdotes e objetos de piedade.

Uma criança de seis anos, ao ver o Menino Jesus ouvir o canto “Noite Feliz” e receber uma medalha de Nossa Senhora, exclamou: “Este foi o Natal mais feliz de minha vida!”.

Fotos: Arautos do Evangelho:

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Veja também: Para crianças carentes, um Natal mais feliz

 

Dois minutos de um angélico concerto

São Francisco em êxtase – grupo escultural conservado no Museu de Sevilha, Espanha     
Pe. Carlos Alberto Soares Corrêa

As “Crônicas Franciscanas”, que narram episódios encantadores da vida de São Francisco, contam-nos que ele decidiu isolar-se durante alguns dias numa daquelas maravilhosas montanhas da Itália. Para imitar o Divino Salvador, desejava orar e jejuar a pão e água durante 40 dias. Decorridas algumas semanas, sentiu as consequências da fraqueza da natureza humana. Julgava não ter forças para levar até o fim o seu sublime propósito. Mas como Jesus nos ensinou que tudo o que pedíssemos ao Pai em seu nome, Ele no-lo daria, lançou Francisco um apelo ao Criador: “Senhor, fazei- me experimentar um pouco da felicidade de que gozam os bem-aventurados na Pátria Eterna! Se me atenderdes, conseguirei seguramente imita o vosso divino exemplo, orando e jejuando durante 40 dias”.

Sua prece foi imediatamente atendida. Enviou-lhe Deus um esplendoroso Anjo, com a forma de um jovem, portando nas mãos um belíssimo instrumento musical. “Francisco”, disse-lhe o celestial mensageiro, “eu te farei ouvir um pequeno trecho de uma das incontáveis melodias que se entoam continuamente na Corte Celeste. Um trecho apenas, pois, se eu a executasse inteira, tua alma se separaria do corpo e voa- ria para Deus”.

Foram dois minutos de um angélico concerto! Inebriou, todavia, de tal felicidade a alma do Santo, que mais tarde confidenciou ele a seus irmãos de vocação: “Eu estaria disposto a jejuar durante mil anos, para experimentar novamente em minha alma, durante apenas dois minutos, aquela felicidade, impossível de ser descrita com a linguagem desta terra”.

Excerto do Artigo: “Dois minutos de um angélico concerto” – Pe. Carlos Alberto Soares Corrêa, EP., Revista Arautos do Evangelho nº 8, agosto de 2002.

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Ato de confiança na bondade de Nosso Senhor

Oração

Senhor, eis aqui uma alma que está no mundo para exercer a vossa admirável misericórdia e para fazê-la brilhar em presença do Céu e da Terra.

Glorifiquem-Vos os outros, fazendo ver qual é a força da vossa graça, pela sua fidelidade e constância; quanto sois doce e liberal para com os que Vos são fiéis.

Quanto a mim, glorificar-Vos-ei fazendo conhecer quanto sois bom para com os pecadores e quão acima de toda malícia está vossa misericórdia, a qual nada é capaz de esgotar; como nenhuma recaída, por mais vergonhosa e criminosa que seja, deve levar o pecador ao desespero do perdão.

Gravemente Vos tenho ofendido, ó amável Redentor meu; mas muito pior seria ainda, se Vos fizesse o horrível ultraje de pensar que não sois tão bom que me perdoeis.

Em vão o vosso e meu inimigo me arma todos os dias novos laços; tudo me fará ele perder, menos a esperança que tenho na vossa misericórdia. Ainda que eu houvesse caído cem vezes, e fossem os meus crimes cem vezes mais horríveis do que são, ainda assim eu esperaria em Vós. Assim seja. ♦

São Cláudio de La Colombière

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