Santidade e Eucaristia


Por Padre Rafael Ramón Ibarguren Schindler*. Qual é a gênese, a origem, a base sobre a qual se assenta a santidade, aspiração de todo batizado? Parte de um reconhecimento sincero do nada da miséria humana, e do encanto pela totalidade única e benevolente que é Deus. O cântico do Magnificat proclamado pela Santíssima Virgem, é como a rocha firme sobre a qual se constrói o edifício da santidade. Essa disposição de espírito humilde e agradecida, constitui o preâmbulo necessário para ser Santo, antes mesmo da prática dos mandamentos, do exercício das obras de misericórdia, ou da compreensão dos artigos do Credo. Sem humildade e sem o poder de Deus que nos auxilia com sua graça, não há mérito nem há santidade.

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Antes e depois de Maria

Solenidade de Nossa Senhora Aparecida

Uma nova era na espiritualidade do gênero humano se inicia publicamente com o milagre das Bodas de Caná. Além de conferir ao casamento um altíssimo significado, Jesus inaugura a mais excelente via para se obter o perdão e a graça: confiar na mediação e na onipotência suplicante de Maria

Monsenhor João S. Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório


I – Antecedentes

“Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (Jo 21, 25).

Riqueza teológica do Evangelho de São João

Assim termina São João o quarto Evangelho, o de sua lavra. Quando o escreveu, por certo já conhecia — e de há muito — os três anteriores. Daí seu empenho em completá-los nos detalhes e aspectos mais necessários para os dias de sua divulgação. Na Ásia Menor, onde se espraiava a Igreja nascente, pululavam os erros de uma perigosa gnose ameaçadora da boa e sã doutrina deixada em herança por Jesus aos seus discípulos. Nessas circunstâncias, importava antes de tudo provar a divindade de Nosso Senhor, o Messias.

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Missas e adorações clandestinas

Há uma figura eclesiástica contemporânea que merece o respeito e a admiração dos católicos; trata-se de Sua Eminência o Cardeal vietnamita Francois-Xavier Nguyen Van Thuan

Pe. Rafael Ramón Ibarguren Schindler*

Sendo Arcebispo Coadjutor de Saigón (hoje, sob o governo comunista, a chamam Ho Chi Minh), com a chegada do regime comunista em 1975 foi preso e passou treze anos no cárcere, nove dos quais no isolamento total. Depois o colocaram em prisão domiciliar, não permitindo-lhe retornar à sua sede diocesana.

Em 1991 lhe foi permitido viajar para Roma sem possibilidade de retorno. Na Cidade Eterna viveu exilado até sua morte em dezembro de 2002. São João Paulo II o criou Cardeal em 2001, e Bento XVI abriu sua causa de beatificação em 2010.

A agência Zenit publicou há algum tempo uma interessante crônica de uma das meditações que o Cardeal Van Thuan pregou ao Papa João Paulo II durante os Exercícios Espirituais realizados no Vaticano no ano jubilar de 2000.

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Meditação do Primeiro Sábado julho 2019

II Mistério Luminoso
A revelação de Jesus nas Bodas de Caná

“Fazei tudo o que Ele vos disser”


Introdução

Meditaremos em julho o 2º Mistério Luminoso do Rosário — A revelação de Jesus nas Bodas de Caná — em cumprimento da nossa Comunhão Reparadora do Primeiro Sábado, pedida por Maria Santíssima em Fátima. Contemplaremos este Mistério tendo em vista de modo particular a Festa de Nossa Senhora do Carmo, celebrada no dia 16 deste mês.

Ao faltar o vinho na festa de casamento em Caná, a Mãe de Deus interveio em favor dos noivos e, pelos rogos d’Ela, Jesus realizou seu primeiro milagre público. Era o início da incansável intercessão com que Maria Santíssima protege seus filhos e devotos ao longo dos tempos.

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Meditação do Primeiro Sábado de junho 2019

II Mistério Glorioso
Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo
O Coração que, no Céu, continua a bater por nós


Um Coração que nos ama com excesso de ternura

Oh! Se compreendêssemos o amor de que o Coração de Jesus está abrasado para conosco! – exclama Santo Afonso. Jesus nos ama tanto que, se todos os homens e todos os anjos se unissem para amar a Deus com todas as suas forças, seria um amor insignificante em comparação ao amor que nos tem Jesus.

Ele nos ama imensamente mais que nós mesmos nos amamos; Ele nos ama até o excesso. E que excesso maior do que um Deus morrer pelas suas criaturas? Jesus nos amou até o fim. Sim, porque, depois de nos haver amado desde a eternidade, por nosso amor se fez homem e escolheu uma vida penosa e a morte de cruz.

Este Coração se compraz com o nosso amor

Jesus não precisa de nós, afirma Santo Afonso. Com ou sem o nosso amor é Ele igualmente feliz, rico e poderoso. Todavia, diz Santo Tomás, porque Jesus Cristo nos ama, Ele deseja tanto o nosso amor, como se o homem lhe fosse Deus e a sua felicidade dependesse da do homem. Numa palavra, Jesus acha as suas delícias em ser amado por nós e fica todo consolado quando uma alma lhe diz: Jesus, meu Deus, eu vos amo sobre todas as coisas.

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