
Em fins do século XIX, a lepra agitava a população do Havaí. Começaram a surgir por toda parte casos de hanseníase e, por consequência, homens circulando como chagas vivas. Alarmado, o Governo decidiu destinar-lhes uma região isolada onde pudessem esperar a morte sem contagiar toda a população.
O decreto, na verdade, os lançava no mais completo caos. Longe de seus parentes e entes queridos, sem rumo e sem futuro, reinava nesse lugar uma inimaginável desordem. O lugar não era outra coisa que um antro de homens e mulheres vivos, mas cujos corpos começavam a se decompor antes mesmo do enterro. Este verdadeiro inferno chamava-se Molokai, uma ilha na qual se entrava com a certeza de nunca mais sair.
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