“Coleção Conheça sua Fé” proporciona aprofundamento da doutrina católica

No século IV, numa linguagem um tanto veemente e ardorosa pelo combate à heresia ariana, assim se expressava o grande Santo Atanásio:

Sempre resultará proveitoso esforçar-se em aprofundar o conteúdo da antiga Tradição, da doutrina e da fé da Igreja Católica, tal como o Senhor no-la entregou, tal como a pregaram os Apóstolos e a conservaram os Santos Padres. Nela, efetivamente, está fundamentada a Igreja, de maneira que todo aquele que se aparta desta fé, deixa de ser cristão e já não merece tal nome (Carta I a Serapião).

Como nos ensina a Santa Madre Igreja, é dever do cristão aprofundar-se no conhecimento das verdades eternas contidas no catecismo. A negligência de tal aprendizado chega até mesmo ser considerada uma falta grave, já que implica em nossa salvação.

Com o objetivo de levar os fiéis a um maior aprofundamento da fé cristã, professores e alunos do Instituto Teológico São Tomás de Aquino, prepararam uma obra rica em conhecimento doutrinário e teológico, porém com linguagem acessível a leigos.

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Os anjos na doutrina da Igreja

Numa época tão materialista como a de nossos dias, com avanços tecnológicos alucinantes, pareceria improvável que as pessoas ainda recorressem ao mundo angélico. Sem dúvida alguma, o universo dos anjos é algo que ainda hoje causa especial fascínio. Conhecer mais sobre a sua natureza e missão, é deveras útil e interessante. Com este objetivo, publicamos um artigo sobre os Santos Anjos do Sr. Guy Gabriel de Ridder, dos Arautos do Evangelho.

Recorrer aos anjos está ficando cada vez mais na moda. Mas o que sabe a grande maioria das pessoas a respeito dessas criaturas espirituais e imortais?

Guy Gabriel de Ridder

Após uma época de ceticismo e materialismo triunfante, durante a maior parte dos séculos XIX e XX, o Ocidente voltou a demonstrar uma definida apetência pelo mundo dos espíritos. Se até duas ou três décadas atrás, falar de anjos era considerado por muita gente como sinal de imaturidade ou de falta de cultura, hoje em dia tornou-se moda.

Abundam os filmes e livros retratando seres extraordinários, poderosos, dotados de qualidades sobrenaturais, seres super-humanos ante os quais o comum dos mortais é impotente. Não será isso um sintoma de interesse pelo mundo angélico? Ao lado da fantasia e do mito, obras esotéricas de grande divulgação apresentam uma visão distorcida desses seres espirituais, e a ignorância religiosa só fez aumentar os equívocos nesta matéria.

Se quisermos saber a realidade sobre os anjos, onde achar a verdade no meio de tanta desinformação?

As Sagradas Escrituras

Catedral de Notre Dame – Paris | Foto: Sergio Holmann

Muito antes das definições teológicas dos últimos séculos, o ensinamento sobre os anjos encontra-se fundamentado na autoridade das Sagradas Escrituras e dos Padres da Igreja.

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, numerosas passagens nos mostram os anjos em ação, na tarefa de proteger e guiar os homens, e servindo de mensageiros de Deus. O versículo 11 do Salmo 90 menciona claramente os Anjos da Guarda: “Deus confiou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos”.

Se nalgumas ocasiões os anjos da mais alta hierarquia celeste são os encarregados de missões na terra — casos de São Gabriel e São Rafael — em muitas outras trata-se por certo de uma atuação do anjo guardião da pessoa concernida, mesmo se a Bíblia não o mencione especificamente. Tem-se essa impressão na leitura do profeta Daniel, salvo de ser devorado no cárcere por feras famintas, pois ele declara ao rei Dario: “Meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões, os quais não me fizeram mal algum” (Dn 6, 22). Do mesmo modo, nos Atos dos Apóstolos, quando vemos São Pedro ser libertado da prisão por um anjo (cf. At 12, 1-11).

Nosso Senhor faz uma referência muito clara aos Anjos da Guarda, quando diz: “Vede, não desprezeis um só desses pequeninos; pois vos declaro que os seus anjos nos Céus veem incessantemente a face de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 18,10).

São Paulo, na Epístola aos Hebreus, ensina que todos os anjos são espíritos a serviço de Deus, o qual lhes confia missões em favor dos herdeiros da salvação eterna (cf. Hb 1,14).

Os Padres da Igreja

Na esteira das Sagradas Escrituras, a maioria dos Padres da Igreja trata dos anjos enquanto nossos guardiães. São Basílio Magno, na obra Adversus Eunomium, declara: “Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor, para o conduzir à vida”.

No século II, Hermas, na obra “O Pastor”, diz que todo homem possui seu Anjo da Guarda, o qual o inspira e o aconselha a praticar a justiça e a fugir do mal. No século III, a crença nos Anjos da Guarda de tal maneira estava arraigada no espírito cristão, que Orígenes lhe dedica várias passagens. E sobre a mesma matéria encontramos belos textos de São Basílio, Santo Hilário de Poitiers, São Gregório Nazianzeno, São Gregório de Nissa, São Cirilo de Alexandria, São Jerônimo, os quais nos ensinam: o Anjo da Guarda preside às orações dos fiéis, oferecendo-as a Deus por meio de Cristo; como nosso guia, ele solicita a Deus que nos guarde dos perigos e nos conduza à bem-aventurança; ele é como um escudo que nos envolve e protege; ele é um preceptor que nos ensina a cultuar e a adorar; nossa dignidade é maior por termos, desde o nascimento, um anjo protetor.

Desdobramentos posteriores

No século XII, Honório de Autun promoveu a doutrina de que cada alma, no momento em que é unida ao corpo, é confiada a um anjo cuja missão é induzi-la ao bem e dar conta de suas ações a Deus. Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino, no século XIII, ensinaram, com São Pedro Damião, que o Anjo da Guarda não abandona nem sequer a alma pecadora, mas procura levá-la ao arrependimento e reconciliação com Deus.

Em 1608, o Papa Paulo V instituiu a festa dos Santos Anjos da Guarda. Posteriormente, em 1670, coube ao Papa Clemente X fixar sua comemoração de modo definitivo no dia 2 de outubro, tornando-a obrigatória para toda a Igreja.

O Catecismo da Igreja Católica trata da missão do Anjo da Guarda em relação a nós, dizendo: “Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão” (nº 336). E o Papa João Paulo II, na Audiência Geral de 6 de agosto de 1986, acentua que “a Igreja confessa sua fé nos Anjos Custódios, venerando-os na Liturgia com uma festa especial, e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação ao ‘Santo Anjo do Senhor’.”

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, nº 58, outubro de 2006.

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Bispo de Coimbra destaca Santuário de Fátima como ponto de encontro com Deus

Coimbra – Portugal, 22 jul 2013 (Gaudium Press) “Um ponto de encontro com Deus”. Esta foi a reflexão de Dom Virgílio Antunes, Bispo da Diocese de Coimbra, em Portugal, sobre o Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

Santuário de Fátima | Foto: Reprodução

Em Eucaristia realizada na 36º Peregrinação Nacional do Movimento da mensagem de Fátima (MMF), neste último domingo, 21, Dom Virgílio destacou o Santuário como um símbolo da Igreja Católica atenta e ativa perante as dificuldades dos homens.

Segundo o Bispo, Fátima é reconhecida como “um lugar por onde Deus passa, onde toca o coração das multidões e onde opera a graça de conversão do íntimo de muitas pessoas.”

Durante a homilia, o prelado dirigiu-se especialmente aos membros da associação canônica presente na celebração, dizendo que a missão de cada mensageiro de Fátima é viver a fé e trabalhar em ordem, ajudando os homens a chegarem a Jesus por meio de Maria.

Ainda, de acordo com Dom Virgílio, a identidade do Santuário não é apenas definida pela oração, mas representa um convite permanente à “missão de evangelização e catequese”, apoiando os “pobres, doentes e pecadores.”

“Não tenhais medo” foi o lema da peregrinação do MMF, que contou com a participação de diversas pessoas vindas de todas as dioceses de Portugal continental, dos Açores e da Ilha da Madeira.

No último sábado, o Bispo de Leiria e Fátima, Dom Antonio Augusto dos Santos Martos, ressaltou a importância enquanto símbolo da “confiança e de esperança” que Deus quer levar a todas a humanidade.” (LMI)

Gaudium Press com informações Agência Ecclesia

Conta do Papa no Twitter com mais de 500 mil seguidores

Foto: Agência Ecclesia
Foto: Agência Ecclesia

Cidade do Vaticano, 04 dez 2012 (Ecclesia) – A conta de Bento XVI na rede social twitter, apresentada esta segunda-feira, tem já mais de 500 mil seguidores nas oito línguas disponibilizadas, nas quais se inclui o português, com 14 mil pessoas.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirma que este número “não surpreende” por esta resposta dos utilizadores, falando num “enorme interesse” que já tinha sido revelado antes do lançamento da página.

“Esta iniciativa deu verdadeiramente um sinal da capacidade, por parte do Santo Padre e dos seus colaboradores, de responder às expectativas que estão no ar”, acrescentou o sacerdote italiano, em declarações à Rádio Vaticano.

Bento XVI vai lançar a primeira mensagem na rede Twitter a 12 de dezembro, através da conta @Pontifex.

As mensagens do Papa serão publicadas, com a sua autorização, em inglês, espanhol, italiano, português, alemão, polaco, árabe e francês.

Numa primeira fase, os ‘tweets’ serão lançados às quartas-feiras, dia da audiência pública semanal, mas com o passar do tempo serão “mais frequentes”, anunciou o Vaticano.

As primeiras mensagens de Bento XVI vão ser respostas a perguntas sobre a fé que podem ser colocadas, ao longo dos próximos dias, através do marcador (conhecido por “hashtag”) ‘#askpontifex’.

“É nossa missão valorizar estas possibilidades e indicar que, também neste mundo em desenvolvimento tão vertiginoso, é preciso apresentar elementos de encontro mais profundo, de comunicação de ideias, sentimentos”, precisa o padre Lombardi.

Para o porta-voz do Vaticano, “a presença do Papa no Twitter quer ser uma mensagem para todos”, um exemplo que convida a Igreja Católica a assumir “esta nova dimensão da comunicação”.

A denominação Twitter deriva da palavra inglesa com a mesma grafia, que em português pode ser traduzida por “gorjear” ou “piar”, razão pela qual o logótipo daquela rede social representa um pássaro.

OC – Agência Ecclesia

Vaticano: Bento XVI sublinha que devoção a Maria é «importante» para a vida espiritual

Castel Gandolfo, Itália, 22 ago (Ecclesia) – O Papa vincou hoje a relevância da piedade dos fiéis a Maria, no dia em que a Igreja Católica assinala a memória da Virgem evocada com o título de Rainha do céu e da terra.

“A devoção à Senhora é um elemento importante da vida espiritual”, afirmou Bento XVI ao receber os fiéis no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, residência pontifícia de férias, próxima de Roma.

Maria inspira-se na realeza de Cristo, feita de “humildade, serviço e amor”, pelo que a Virgem “é rainha no serviço a Deus e à humanidade”, vincou o Papa, que entrou no recinto segurando uma bengala, logo retirada por um assistente.

 “Na serenidade ou na escuridão da existência dirigimo-nos a Maria confiando-nos à sua contínua intercessão, para que o filho [Jesus] nos possa obter todas as graças e misericórdia necessárias para a nossa peregrinação ao longo das estradas do mundo”, disse.

 A Virgem “é a rainha do céu próxima de Deus, mas é também a mãe próxima de cada um de nós, que nos ama e escuta a nossa voz”, acrescentou.

Quando instituiu a memória, no fim do Ano Mariano que a Igreja celebrou em 1954, o Papa Pio XII frisou que “Maria é Rainha mais do que outra criatura pela elevação da sua alma e pela excelência dos dons divinos recebidos”, lembrou Bento XVI.

Após a reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), a memória foi fixada oito dias depois da solenidade da Assunção da Virgem, a 15 de agosto, “para sublinhar a estreita ligação entre a realeza de Maria e a sua glorificação em alma e corpo junto do seu Filho”, explicou.

“Possa a Virgem Maria velar por cada um de vós”, disse Bento XVI em português, na mensagem aos peregrinos lusófonos, a quem pediu que a oração à mãe de Cristo seja feita com “confiança”.

A “Virgem Santa Maria, Rainha” é titular da catedral de Bragança e padroeira principal da cidade sob a invocação de Nossa Senhora das Graças.

A memória é também assinalada no Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, em Faro, como “solenidade”, a mais importante classificação litúrgica que a Igreja Católica confere ao calendário.

Na última parte da intervenção Bento XVI saudou as Irmãs Caldeias Filhas de Maria Imaculada, “empenhadas num generoso e precioso serviço às populações do Iraque”, e convidou os fiéis a “dedicar tempo à formação cristã”.

RJM – Agência Ecclesia