Eficaz oração de São Leão Magno contra o desânimo

Já dizia o eminente jesuíta Pe. J. Michel, em seu livro: “Tratado do Desânimo nas Vias da Piedade”, que um dos grandes equívocos cometidos na vida espiritual estava em não tratar o desânimo como uma tentação, mas como uma espécie de estado de espírito

Pe. Mário Beccar Varela, EP

Com efeito, a tentação de desanimar existe e necessita ser combatida com todas as armas espirituais, como a penitência e a oração. No que diz respeito a esta última forma de combate, transcrevemos abaixo uma eficaz oração de São Leão Magno contra o desalento. Recomendamos a nossos leitores, amigos e membros do Apostolado do Oratório a recitação desta bela oração.

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Apostolado do Oratório promove retiro espiritual

O que vem a ser um retiro espiritual? É um período determinado, que dá-se num lugar apropriado para se exercitar o espírito. Assim como caminhar, correr ou frequentar uma academia de ginástica são exercícios corporais, da mesma maneira todo o modo de preparar a alma para tirar de si todas as afeições desordenadas e depois buscar e achar a vontade divina, chamam-se exercícios espirituais, realizados durante o retiro. Ali a pessoa irá examinar a sua consciência, meditar, contemplar, rezar, confessar e comungar.

Um grupo de supervisores e participantes do Curso de Formação Teológica que é realizado na casa do Apostolado do Oratório, fizeram no último feriado um retiro espiritual. O local escolhido foi a bela casa de retiros dos padres Salesianos, que fica na Vila Dom Bosco, em Campos do Jordão. Foram 76 retirantes, vindos de nove cidades: São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto, Franca, Mogi das Cruzes, Poá, Caieiras, Mairiporã e ainda um grupo de quinze pessoas vindo de Castanhal no Pará.

O pregador do retiro foi um sacerdote arauto, o Pe. José Roberto Polimeni. Foram três dias de um intenso convívio com Jesus, Maria e José.

Cada dia começava com a celebração da Santa Missa. Esse mistério tão sublime, onde o sacerdote consagra o pão e o vinho, e sob as espécies eucarística, Jesus se dá a nós no momento da Comunhão.

Sendo o retiro um convívio do retirante com o próprio Deus, entende-se a necessidade do silêncio e recolhimento, e deixar para trás os problemas, as preocupações e o corre-corre de todos os dias e suplicar a Nossa Senhora que nos dê sabedoria e forças para vivermos neste vale de lágrimas.

No próximo post veremos as várias etapas de um dia de retiro e também os temas tratados.

Abaixo fotos do evento | Crédito: Arautos do Evangelho

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Veja também: Curso de Teologia promovido pelo Apostolado do Oratório

“Pobreza em espírito”: verdadeira pobreza que conduz ao Céu

Detalhe da Ressurreição de Lázaro Pintura de Giotto

Todas as vezes que entramos em contato com um comentário de um dos Padres da Igreja a respeito dos Santos Evangelhos, sentimos um gáudio interior pela sabedoria, precisão e lucidez das suas explicações. Muito se fala hoje em pobreza, porém ela nem sempre é sinônimo de desapego aos bens terrenos e amor aos bens celestiais. Pelo contrário, é comum ver pessoas pobres que alcançam boa situação financeira esquecer do passado, deixando de lado a humildade e simplicidade de caráter, e acumulando toda espécie de riquezas materiais. Atiram-se nelas como se fosse o fim último do homem na terra. E como bem nos ensina São Paulo em suas epístolas, as criaturas estão ordenadas para a glória do Criador.

Abraão, rico em posses, foi pobre em espírito, por isso agradou tanto ao Senhor. O mesmo se pode dizer de Lázaro, amigo e discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para entender bem o significado do que é ser pobre em espírito, leiamos abaixo o comentário do Papa São Leão Magno em seu sermão sobre as Bem-aventuranças.

Liturgia das Horas 5-9-2013

Segunda leitura

Início do Sermão sobre as Bem-aventuranças, de São Leão Magno, papa

(Sermo 95,1-2: PL 54,461-462)

(Séc. V)

Imprimirei a minha lei em seu íntimo

Bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3). Seria talvez ambíguo a que pobres se referia a Verdade, se dissesse: Bem-aventurados os pobres, sem acrescentar nada sobre a espécie de pobres, parecendo bastar a simples indigência, que tantos padecem por pesada e dura necessidade, para possuir o reino dos céus. Dizendo porém: Bem-aventurados os pobres em espírito, mostra que o reino dos céus será dado àqueles que mais se recomendam pela humildade dos corações do que pela falta de riquezas.

Liturgia das Horas de 6-9-2013

Segunda leitura

Do Sermão sobre as Bem-aventuranças, de São Leão Magno, papa

(Sermo 95,2-3: PL 54,462)

(Séc. V)

Bem-aventurados os pobres de espírito

Não há dúvida de que os pobres alcançam mais facilmente que os ricos o bem da humildade; estes, nas riquezas, a conhecida altivez. Contudo em muitos ricos encontra-se a disposição de empregar sua abundância não para se inchar de soberba, mas para realizar obras de benignidade; e assim eles têm por máximo lucro tudo quanto gastam em aliviar a miséria do trabalho dos outros.

A todo gênero e classe de pessoas é dado ter parte nesta virtude, porque podem ser iguais na intenção e desiguais no lucro; e não importa quanto sejam diferentes nos bens terrenos, se são idênticos nos bens espirituais. Feliz então a pobreza que não se prende ao amor das coisas transitórias, nem deseja o crescimento das riquezas do mundo, mas anseia por enriquecer-se com os tesouros celestes.

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Veja também: Dois senhores rivais: Deus e o dinheiro