Exame de Consciência para uma boa Confissão

Padre arauto atendendo uma fiel em confissão

Nada mais oportuno que usufruir do sacramento da penitência durante o período quaresmal. São João Crisóstomo, em uma de suas homilias sobre Lázaro, adverte que o cristão que não declara a magnitude de sua culpa, não pode conhecer a grandeza do perdão.

A propósito, nos ensina o Catecismo da Igreja Católica que:

980 É pelo sacramento da Penitência que o batizado pode ser reconciliado com Deus e com a Igreja: (Parágrafos relacionados 1422,1484)

Os Padres da Igreja com razão chamavam a Penitência de “um Batismo laborioso”. O sacramento da Penitência é necessário para a salvação daqueles que caíram depois do Batismo, assim como o Batismo é necessário para os que ainda não foram regenerados.

Com o objetivo de contribuir para a total eficácia deste sacramento, disponibilizamos aos nossos amigos a página: “Para uma boa confissão”, contendo dicas, orações preparatórias, exame de consciência e duas fórmulas de ato de contrição.

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O céu, “uma comunhão sem fim”

A Eucaristia é o céu na terra. E ainda, com mais propriedade, que “A Eucaristia é verdadeiramente um resquício do céu que se abre sobre a terra” A Santa Hóstia é uma brecha, uma janela, que nos mostra e nos faz degustar o céu!

Pe. Rafael Ramón Ibarguren Schindler*, EP

Bem sabemos que coisas sucederão ao homem ao final de sua vida na terra: a morte, o juízo e um destino eterno; estas etapas ou pórticos são chamados novíssimos. O destino eterno poderá ser o céu ou o inferno.

Quão saudável é pensar nestas tremendas e inevitáveis realidades! Diz o Eclesiástico “Pensa nos novíssimos e não pecarás eternamente”, ou seja, não te condenarás. Outra tradução do mesmo versículo da Bíblia assim reza: “Em todas tuas ações têm presente teu fim, e jamais cometerás pecado”. São noções afins e complementárias.

Pois sim, a meditação no céu deveria ocupar um espaço considerável em nossa mente e em nosso coração.

Ainda que o homem tenha sede de infinito e aspira à bem-aventurança, é verdade que está mais ao nosso alcance, nos é mais fácil, o temor do inferno que o desejo do céu. Nossa natureza tem horror ao sofrimento; mas no paraíso terreno, antes do pecado original, não éramos assim. Na realidade, tanto no plano inicial quanto no de herdeiros da culpa de Adão, está sempre vigente o desejar, tender e alcançar a meta para a qual fomos criados: a companhia e a visão eterna do Criador.

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