Jesus prega em Nazaré

1 Visto que muitos já empreenderam pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se verificaram, 2 como no-las referiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e vieram a ser ministros da palavra, 3 pareceu-me também a mim, depois de ter investigado tudo cuidadosamente desde o princípio, escrever-te por ordem a sua narração, excelentíssimo Teófilo, 4 para que reconheças a firmeza dos ensinamentos que recebeste. 14 Voltou Jesus, sob o impulso do Espírito, para a Galileia, e a sua fama divulgou-se por toda a região circunvizinha. 15 Ensinava nas suas sinagogas e era aclamado por todos. 16 Foi a Nazaré, onde se tinha criado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado, e levantou-Se para fazer a leitura. 17 Foi Lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: 18 “O Espírito do Senhor repousou sobre Mim; pelo que Me ungiu para anunciar a Boa-nova aos pobres; 19 Enviou-Me para anunciar a redenção dos cativos, e a recuperação da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar um ano de graça da parte do Senhor”. 20 Tendo enrolado o livro, deu-o ao encarregado, e sentou-Se. Os olhos de todos os que se encontravam na sinagoga estavam fixos n’Ele. 21 Começou a dizer-lhes: “Hoje cumpriu-se esta passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 1, 1-4; 4, 14-21).

III Domingo do Tempo Comum
Comentário ao Evangelho

Durante sua vida pública, Nosso Senhor serviu-se da palavra
como essencial instrumento de apostolado.
Hoje, vinte séculos depois, apesar dos numerosos avanços da
ciência e da técnica, continua ela sendo eficiente e insubstituível
meio de evangelização.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

“Todos se admiravam das palavras que saíam de sua boca”

Jesus é Filho Unigênito de Deus, idêntico ao Pai. Enquanto Deus, podia usar da “força do Espírito” como melhor Lhe aprouvesse. Porém, enquanto homem, permitiu ser tentado após os quarenta dias de jejum e penitência no deserto para, de dentro de nossa natureza, manifestar e fazer brilhar o mistério de sua Encarnação. Por isso “voltou para a Galileia” e passou a operar os mais variados e maravilhosos milagres, não como fazem os santos, empregando uma força e um poder que não lhes pertencem, mas usando de sua própria onipotência divina. Por esta razão, “sua fama divulgou-se por toda a região circunvizinha”. Venceu o tentador e depois passou a manifestar-Se em face de seu povo.

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⚜️ Conversão de São Paulo ⚜️

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No dia 25 de janeiro a Igreja comemora um dos maiores acontecimentos de sua história: A conversão do Apóstolo São Paulo.

Este fato inaugurou uma nova fase na vida dos primeiros cristãos, onde a boa nova do Evangelho começou a ser anunciada também aos povos pagãos de todo o mundo. Nesta mesma data, São José de Anchieta, 15 séculos mais tarde, fundaria uma cidade que veio a ser uma das maiores do mundo, debaixo da proteção do mesmo Apóstolo São Paulo.

Que São Paulo nos abençoe e proteja a todos!


O melhor “vinho” da História

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A Mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a Mãe de Jesus Lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-Lhe: “Mulher, por que dizes isto a Mim? Minha hora ainda não chegou”. 5 Sua Mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que Ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram n’Ele (Jo 2, 1-11).

II Domingo do Tempo Comum
Comentário ao Evangelho

Quando Nossa Senhora for efetivamente a Rainha dos Corações,
“coisas maravilhosas acontecerão neste mundo”. Na História,
à semelhança das Bodas de Caná, o melhor vinho está sendo
reservado para o fim..

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

O poder de intercessão de Maria

Perfumam as páginas do Antigo Testamento os feitos das santas mulheres que edificaram as sucessivas gerações do povo eleito. Todas elas são, sob algum aspecto, pré-figuras de Nossa Senhora, e anteciparam o insuperável exemplo de Maria Santíssima na prática das virtudes.

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Frei Ave-Maria

Muito bonita é a lenda do ”Menino Ave-Maria”. Coitadinho dele! Todos os habitantes da pequena cidade onde morava o tinham por retardado mental, pois não conseguia aprender a falar, nem ler, nem escrever. Não sabia dizer nada, a não ser estas duas palavras que sua mãe lhe ensinou com grande esforço: Ave-Maria! Mas, curiosamente, o menino vivia feliz, a seu modo.

Se alguém lhe perguntava o seu nome, ele respondia sempre: Ave-Maria! Os moradores do povoado tinham uma grande estima pelo “menino Ave-Maria”, como ficou conhecido.

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Reconversão de um sacerdote afastado

Padre, ex-Padre, e de novo Padre

  Vou tentar resumir minha vida para mostrar o que a Virgem Maria faz pelos sacerdotes.  

Padre

Nasci em Montes Claros a 16 de Setembro de 1931, e comecei meus estudos em Mariana no ano de 1945. Fui ordenado sacerdote a 27 de Abril de 1955. Fui logo nomeado Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, até 1964. Confiando em mim, meu Bispo Diocesano, além de me fazer Cônego, nomeou-me Cura da Catedral e Vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, tendo eu exercido este ministério até 1968.

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No Batismo, Ele lavou nossas misérias

Festa do Batismo do Senhor

O profundo significado do Batismo de Nosso Senhor nas águas do
rio Jordão manifesta a meticulosidade do seu amor por nós.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

A festa da manifestação da divindade

Nos primeiros tempos do Cristianismo, até o século IV, a Igreja contemplava três manifestações da divindade de Nosso Senhor, unidas na Solenidade da Epifania — hoje, 6 de janeiro: a adoração dos Reis Magos, o Batismo no Jordão e a conversão da água em vinho nas Bodas de Caná, seu primeiro milagre público. Era essa solenidade considerada a revelação de Jesus à gentilidade, enquanto o Natal era tido como uma festa mais apropriada aos judeus. Se estes últimos aguardavam a vinda de um Messias Homem e assim O receberam no presépio de Belém, os gentios — tal como nos mostra a adoração dos Magos — estavam à espera de um Deus Salvador. Esta mesma divindade que se revelara aos Reis do Oriente tornar-se–á muito mais notória no episódio do Batismo de Cristo, como também o seria, por um pedido de Nossa Senhora, em Caná.

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