A santidade consiste na prática de todas as virtudes em grau heroico

Dominar-se a si mesmo a tal ponto de não cair em pecado, para ser fiel à virtude e nela crescer, estar disposto a fazer, a qualquer hora, um ato de heroísmo, é incomparavelmente mais duro do que ir para a Lua

Plínio Corrêa de Oliveira


O heroísmo de um santo é muito maior do que o de um grande herói num campo de batalha

O religioso que passa a vida inteira num convento, cumprindo a Regra na perfeição, pratica um verdadeiro heroísmo, pelo qual devemos ser transidos de admiração. Tanto isso é assim que existem muitos santos que não tiveram visões nem revelações, não operaram milagres em vida, e cuja santidade se verifica apenas pela conformidade heroica de seu procedimento com os preceitos e conselhos dados por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O que é então a santidade? Não é apenas a posse habitual de todas as virtudes, mas é a prática dessas virtudes em grau heroico. Quer dizer, é o exercício dos hábitos bons de maneira a levá-los até o heroísmo. É um modo insigne de possuir a virtude.

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Bartimeu e os cegos de Deus!

Naquele tempo, 46 Jesus saiu de Jericó junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47 Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!” 48 Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49 Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50 O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51 Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que Eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52 Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho (Mc 10, 46-52).

XXX Domingo Do Tempo Comum
Comentário ao Evangelho

É digno de comiseração quem perdeu a vista, como o pobre
Bartimeu. Para ele, todas as belezas criadas por Deus não são
senão trevas. Muito mais digno de pena é quem sepultou seu
coração na obscuridade, rejeitando a luz de Deus. Para este, as
verdades eternas não existem.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

O sacrifício de Cristo-Sacerdote

A Liturgia de hoje se apresenta de forma simples, sintética e, entretanto, rica de substância, matizes e significado. A segunda leitura (Hb 5, 1-6), por exemplo, nos oferece um elevado mirante para apreciar as maravilhas selecionadas e extraídas da Escritura para o texto deste domingo. Todos os seus versículos se fixam no supremo sacerdócio de Cristo.

Etimologia da palavra sacerdote

Duas são as origens etimológicas da palavra sacerdote — sacerdos, do latim: sacra dans, ou seja, quem dá o sagrado; e sacra dos, aquele que é ungido com um dote sagrado. As duas etimologias são válidas, pois o sacerdote é um embaixador de Deus ante os homens e a estes confere as coisas sagradas, como são a verdadeira doutrina e a caridade; e muito mais, pois diviniza a natureza, comunicando-lhe a graça através dos Sacramentos. Ademais, pertence também a ele a função de representar a sociedade em suas relações com Deus. Neste caso, ele oferece a Deus dons — orações, oblações, etc. — e sacrifícios pelos pecados.

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Também este pode ser o seu problema!

Eu era como Adão no paraíso, até que a serpente apareceu…

Nas aulas de catecismo, quando pequeno, sempre aprendi que o pecado existe; que, no sermão, Deus fala pela boca do padre e que a prática dos mandamentos é necessária para a salvação. Dentro desses ensinamentos, cresci e estabeleci minha vida até que a serpente entrou em cena…

Fui me confessar e ouvi que minhas faltas não eram pecados, pois o confessor também as praticava. Durante o sermão, esperava ouvir conselhos espirituais, e só ouvi recomendações ecológicas e políticas… Procurei viver os mandamentos, porém parece que agora não são mais necessários. Tudo está mudado.

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Há vida sem sofrimento?

XXIX Domingo Do Tempo Comum
Comentário ao Evangelho

Naquele tempo, 35 Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e Lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36 Ele perguntou: “O que quereis que Eu vos faça?” 37 Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38 Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que Eu vou beber? Podeis ser batizados com o Batismo com que vou ser batizado?” 39 Eles responderam: “Podemos”. E Ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que Eu devo beber, e sereis batizados com o Batismo com que Eu devo ser batizado. 40 Mas não depende de Mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42 Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43 Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44 e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45 Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos” (Mc 10, 35-45).

É possível viver sem sofrimento? Não seria esta a vida ideal a ser
almejada? E para alcançar tal objetivo, o melhor não seria fugir
sempre da cruz e procurar satisfazer em tudo o nosso egoísmo?
A vida sem dor é utopia, pura ilusão. E o pior sofrimento para
o homem é o de não sofrer ordenadamente, em razão de uma
finalidade que justifique a sua vida.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP

A “teologia do sofrimento”

E frequente encontrar, nas pessoas que começam a abrir os olhos para o estudo da Religião, manifestações de uma indignada reação análoga à de Clóvis, rei dos Francos, ao ouvir o relato da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ah, se eu estivesse lá com os meus francos!”. Custa imaginar como pôde o Divino Salvador, a Suma Bondade, ser morto de maneira tão injusta e cruel, sem que ninguém, nem mesmo algum dos numerosos beneficiados por seus milagres, se apresentasse para defendê-Lo.

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Técnicos verificam estado de conservação do Ícone mariano Salus Populi Romani

O ícone mariano Salus Populi Romani (Salvação do Povo Romano), venerado na Basílica de Santa Maria Maior – cuja Dedicação a Igreja comemora hoje – foi analisado por técnicos do laboratório de restauração de pinturas dos Museus Vaticanos.

Ótimo estado de conservação

A inspeção do ícone mariano contou com a participação do Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, Cardeal Stanislaw Rylko; da diretora dos Museus Vaticanos, Barbara Jatta; dos representantes do Capítulo e do comissário extraordinário desta Basílica Papal, Monsenhor Rolandas Makrickas. Após uma breve oração, o relicário foi transladado para a Sala Capitular da Basílica, onde foi aberto para avaliação dos profissionais.

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O décimo terceiro Apóstolo?

Naquele tempo, 17 quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante d’Ele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” 18 Jesus disse: “Por que Me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19 Tu conheces os Mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!” 20 Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21 Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois vem e segue-Me!” 22 Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23 Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” 24 Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas Ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” 26 Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27 Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. 28 Pedro então começou a dizer-Lhe: “Eis que nós deixamos tudo e Te seguimos”. 29 Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de Mim e do Evangelho, 30 receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna” (Mc 10, 17-30).

XXVIII Domingo Do Tempo Comum

Aquele que chegara correndo e se ajoelhara sôfrego diante de
Nosso Senhor, retirou-se de sua presença triste e abatido. Preferiu
conservar seus bens terrenos, desprezando — fato inédito no
Evangelho — o “tesouro no Céu” oferecido pelo próprio Deus.

Comentário ao Evangelho Dominical. Por Mons. João S. Clá Dias, EP

Fomos criados com uma vocação

Desde toda a eternidade, esteve prevista na mente divina a criação, no tempo, de Nosso Senhor Jesus Cristo enquanto Homem e de sua Mãe, Maria Santíssima.

Mas Deus não concebeu ambos de forma isolada. Queria Ele que, à maneira de uma corte, houvesse quem Os servisse. Todos nós estávamos incluídos neste ato de pensamento e fomos amados por Ele, como foi revelado a Jeremias: “amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jr 31, 3).

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