Grande fervor mariano na IX Peregrinação Nacional ao Santuário de Aparecida

Alegrei-me quando me disseram: “Vamos à Casa do Senhor”. Eis que nossos pés chegaram às tuas portas, ó Jerusalém!… (salmos 122, 1-2)

Pe. Jorge Gustavo Antonini, EP

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, para onde se volta continuamente o olhar de todos os brasileiros que têm fé, amanheceu ainda mais colorido e alegre neste último sábado, 11 de agosto. Mais de 10 mil peregrinos e membros do Apostolado do Oratório dos Arautos do Evangelho, vindos de centenas de cidades brasileiras, se reuniram para louvar a Rainha e Padroeira do Brasil.

Revestidos da capa laranja com a característica cruz dos Arautos, levavam em suas mãos o Oratório do Imaculado Coração de Maria.

Às 7h30 os peregrinos já se concentraram em frente à Tribuna Papa Bento XVI. A cerimônia teve início às 8 horas com a solene procissão de entrada da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, recebida com entusiasmo pelos milhares de fiéis.

Pe. Dartagnam de Oliveira, EP em sua alocução

O Padre Dartagnan de Oliveira, dos Arautos do Evangelho, ressaltou, em suas palavras de acolhida, todo o alcance histórico daquele acontecimento. Disse o sacerdote:

“Aqui nós cumprimos uma promessa. Todos os que aqui se encontram, sejam religiosos arautos do evangelho, sejam as religiosas consagradas, os terciários, as famílias que portam o oratório, cumprimos a promessa, uma promessa feita a um menino. Um menino que quando era muito novo, na cidade de São Paulo, estava andando em um bonde. Chamava-se Plinio Corrêa de Oliveira.

Naquele bonde, pensando o que Deus quereria dele. Qual seria o seu caminho? Nesse momento, diante de si, de uma forma sobrenatural algo se abriu diante dele e ele viu um grande cortejo onde bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis se encontravam para iniciar um reino. Que reino seria esse? O Reino de Maria!

O menino Plinio em sua Primeira Comunhão

Esse menino, o pequeno Plinio, passou toda a sua vida recordando-se que um dia Nossa Senhora lhe tinha mostrado o caminho. O caminho para que Ela fosse glorificada.

E se hoje aqui nós nos encontramos, é para cumprir uma promessa. A promessa feita a um pequeno menino que um dia se tornou um grande varão. Um varão de fé, um varão de amor que fez com que sua obra, pelas mãos de Monsenhor João, pudesse glorificar a Nossa Senhora implorando que seu Reino fosse implantado na Terra.

Vamos então neste dia de hoje, cumprindo uma promessa, fazer um ato de agradecimento. Agradecermos a Nossa Senhora ter-nos dado esse menino, esse pequeno Plinio que transformou nossas vidas e nos trouxe até os pés de Nossa Senhora.”

Às 10h 30min teve início a Santa Missa presidida por Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Emérito de Lorena (SP). Em sua homilia, lembrou a importância da fé e a devoção a Nossa Senhora.

Dom Beni durante o sermão

“Estamos reunidos neste Santuário para prestar a Nossa Senhora nosso culto que nos aproxima cada vez mais do Cristo. (A Virgem Maria) favorece o culto, porque Ela tem uma relação especial com a Trindade. O Pai A escolheu e A preparou tornando-A cheia de graça. O Filho, Ela o concebeu em seu seio, para nos salvar. E o Espírito Santo foi quem concebeu o Filho, Ela era cheia de graça e por isso sempre foi plena do Espírito Santo”, declarou Dom Benedito Beni. (LMI)

Os devotos que chegaram na sexta-feira puderam participar da Celebração na Basílica Velha e da já tradicional e belíssima Procissão Luminosa, em direção à Basílica Nova.

A realização dessa Peregrinação é um dos pontos altos do nosso movimento, especialmente por seu caráter de comunhão eclesial, por ser a ocasião do encontro das centenas de paróquias onde o Apostolado do Oratório está presente.

Já estamos com os olhos postos no próximo ano, no qual faremos a nossa décima Peregrinação! Contamos desde já com a presença redobrada de toda família do Apostolado do Oratório para este momento tão importante. Prepare sua caravana!

 Veja fotos da Peregrinação.

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Meditação do Primeiro Sábado de agosto 2018

4º Mistério Glorioso
Assunção de Nossa Senhora

A misericórdia que preenche os espaços entre o Céu e a Terra

Assunção de Nossa Senhora. Pinacoteca do Museu Vaticano, Roma – Itália

COROADA COMO RAINHA AO LADO DO REI

Em 1950 o Papa Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, declarando ser verdade revelada que a Virgem Maria “terminado o curso da vida terrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”.

Suprema glória no Céu

Quem será capaz de expressar em palavras com quanta honra e com quanta alegria foi Maria recebida no Céu? Porque quanto maior graça alcançou Ela na Terra sobre todas as demais criaturas, outro tanto mais obtém também nos Céus de glória. E se o olho não viu nem o ouvido ouviu, nem cabe no coração humano o que tem Deus preparado para os que O amam, quem poderá dizer o que reservou Ele para Aquela que O engendrou e O amou mais que todos os homens?

“Louvor e glória ao Deus Altíssimo que vos conferiu, ó Maria, maior graça que a todas as filhas dos homens que no mundo existiram! ”, exclama o piedoso autor da “Imitação de Cristo”, acrescentando: “E logo colocou vosso assento junto ao trono de vosso Filho no Reino dos Céus, no lugar mais eminente, sobre todos os coros de Anjos e de Santos, que Ele vos havia preparado, com requinte de beleza, desde toda a eternidade.”

Esplendor superior ao de todos os astros do universo

No dia de sua Assunção, o esplendor de Maria superou ao do próprio sol e o dos outros astros do firmamento. Tendo sido Maria superior aos patriarcas na firmeza da fé, aos profetas na contemplação das coisas divinas, aos apóstolos no zelo da honra de Deus e do bem das almas, aos mártires na virtude da fortaleza, aos santos padres na sabedoria, aos confessores na paciência e na mansidão, às virgens na pureza e a todos na santidade, havendo correspondido em grau eminentíssimo à graça e praticado todas as mais preciosas virtudes, por isso, no dia de sua Assunção, apareceu Ela com vestido bordado de ouro, engalanada com vários adornos, sentada à direita do Altíssimo e coroada Rainha de todos os Santos.

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Veja também: Como rezar bem o Rosário

Nossa Senhora do Carmo

Em 16 de julho celebra-se a Festa de Nossa Senhora do Carmo, cujas primeiras devoções remontam a discípulos de Santo Elias por volta do ano 800 AC. Mas foi o Papa Papa Inocêncio IV em 1247, que aprovou a regra e a constituição da Ordem do Carmo

Paroquia dos Santos Mártires – Málaga, Espanha

A Ordem do Carmo é o símbolo da vida contemplativa, da busca incessante da graça de Deus. Carmelo em hebreu significa “pomar bem cultivado”, “jardim fértil” e “vinha de Deus”.

Em suas fileiras, ao longo dos séculos floresceram inúmeras almas santas, entre elas: São Simão Stock, Beato Francisco Palau, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Edith Stein, entre outros.

A tradição da Ordem põe nos lábios de São Simão Stock a autoria de uma linda oração à Virgem Maria. O texto mais antigo conhecido encontra-se no Officium rhythmicum, manuscrito guardado na biblioteca universitária de Cambridge e que foi escrito depois do ano de 1507.*

Esta oração é o Hino ‘Flos Carmeli’, atribuído, portanto, a São Simão Stock (1165-1265), o qual foi entoado originalmente pelos carmelitas para a festa desse santo e, desde 1663, para a Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Fátima e a Ordem do Carmo

Há pouco celebramos o centenário das Aparições de Fátima. Lembramos que na última das aparições, em 13 de outubro, Nossa Senhora se mostrou como Nossa Senhora do Carmo**, conforme descrito pela Ir. Lúcia:

“(…)Junto ao sol apareceu a Sagrada Família: São José, com o Menino Jesus nos braços, e Nossa Senhora do Rosário. Traçando três vezes no ar uma cruz, São José abençoou o povo e o Menino Jesus fez o mesmo…Em seguida, apareceu Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e do Universo, com o Menino Jesus ao colo.(…)”

A devoção dos Arautos do Evangelho à Virgem do Carmo é tão entranhada, que o nome dado à sua ordem clerical foi de Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli.

Vale a pena também lembrar que foi na Basílica do Carmo em São Paulo, no ano de 1967, que o fundador dos Arautos, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, encontrou pela primeira vez a Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, o qual foi seu mestre, orientador e formador de sua vocação e missão.

Recepção de hábito/escapulário de novos seminaristas dos Arautos

Eis algumas das razões que unem os Arautos à Ordem do Carmo e por isso são revestidos do Escapulário, além de promoverem sua devoção e seu uso.

Peçamos, nesta data tão importante que a Virgem do Carmo, Rainha do Céu e da terra, ouça nossas súplicas e realize o quanto antes sua promessa em Fátima:

“Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!”

Acompanhe abaixo a letra e a melodia do belíssimo cântico, o ‘Flos Carmeli’.  

             

(clique abaixo para ouvir)

Flor do Carmelo Vinha florida, esplendor do Céu, Virgem fecunda, és singular

Doce e bendita, ó Mãe puríssima, aos carmelitas, sê tu propícia, Estrela do Mar

Raiz de Jessé, de brotos floridos, queiras, feliz, ao céu pelos séculos nos elevar

Entre os abrolhos, viçoso lírio, guarda de escolhos, o frágil ânimo, Mãe tutelar

Forte armadura Frente o adversário, Na guerra dura, o escapulário vem nos guardar

Nas incertezas, conselho sábio; nas asperezas, consolo sólido queira nos dar

Veja também: Oração para alcançar o amor da Virgem do Carmo

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* http://carmeloemmissao.blogspot.com.br/2011/06/flos-carmeli-flor-do-carmelo.html
** MONS. jOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS, Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará. Instituto Lumen Sapientiae, São Paulo, 2017, cap. 7, pag. 76.

Notícias do Apostolado do Oratório de Ruanda

No mês de junto tivemos grande atividade de evangelização. Foram momentos muito importantes para afervoramento e crescimento dos grupos do Apostolado do Oratório em Ruanda. Segue um breve relato e algumas fotos desses dias

Emmanuelle Batagata, cooperador dos Arautos do Evangelho e missionário em Ruanda, África

9 de junho de 2018 – Solenidade da Festa do Imaculado Coração de Maria

No sábado, 9 de junho, houve uma Missa na Catedral de Byumba para a celebração do Imaculado Coração de Maria. A missa foi celebrada por Sua Excelência Dom Servilien Nzakamwita, Bispo de Byumba.

No início o bispo abençoou a gruta e entronizou a Imagem de Nossa Senhora de Kibeho e instruiu os membros do Apostolado do Oratório em Byumba a manter este lugar de peregrinação.

Durante a homilia, o Bispo insistiu no exemplo da Virgem Maria, sua humildade, virgindade, obediência e paciência. Ele pediu às moças que seguissem a Maria pedindo a Ela as graças de que precisam para serem boas católicas. O Bispo destacou elevado número de gravidezes indesejadas na juventude de hoje e que isso torna-se um flagelo para as meninas.

Sua Excelência Dom Servilien Nzakamwita, Bispo de Byumba, Emmanuelle Batagata e membros do Oratório

 10 de junho – Celebração do Apostolado dos leigos

No domingo, 10 de junho, foi realizada na Paróquia Rainha da Paz em Muhondo, a celebração do Apostolado dos Leigos na Igreja. Às 10h30 a Missa foi celebrada pelo Padre Elvinus, Pároco de Muhondo e Capelão da família do Apostolado do Oratório.

Durante a celebração, um cristão de denominação protestante foi recebido na Igreja Católica. Foram entregues medalhas comemorativas do centenário de Fátima a 40 jovens. E seis novos membros do Apostolado do Oratório receberam a capa laranja (foto ao lado).

Depois da Missa, os membros do Apostolado do Oratório participaram de uma conferência sobre a “Imaculado Coração de Maria” .

Vale lembrar que em  junho de 2016, um grupo de Arautos do Evangelho visitou esta paróquia em comemoração do aniversário de 5 anos do lançamento do Apostolado do Oratório na região.  Depois da Paróquia Catedral de Butare, a Paróquia de Muhondo ocupa o segundo lugar com o maior número de membros no apostolado do Oratório.

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Veja também: Apostolado do Oratório na Polonia

Celebrações do Primeiro Sábado pelo Brasil

Com devoção filial e cheios de fervor, participantes do Apostolado do Oratório de vários recantos do país realizaram neste mês de junho a Comunhão Reparadora dos Primeiros Sábados

Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que Ele possui. Deste modo Ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, que não passe por suas mãos virginais.*

Em mais uma vez foi possível confirmar como são verdadeiras as palavras acima ditas pelo grande Santo Mariano, São Luis Maria Grignion de Montfort.

Neste último fim de semana, a Virgem Santíssima viu atendido seu pedido feito em Fátima, quando centenas de paróquias e comunidades onde o Apostolado do Oratório está implantado realizaram a devoção do Primeiro Sábado.

Ocasião na qual a Mãe de Deus distribuiu suas bençãos, graças e favores, com toda a sua bondade, e, sobretudo, com  a autoridade que lhe foi confiada pelo próprio Deus

Veja as fotos a seguir.

Cascavel/PR – Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Paulo Afonso/BA – Paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro

Devoção do Primeiro Sábado. Conheça aqui e saiba como praticá-la

Itapema/SC – Paróquia Santo Antonio – primeiro mês da devoção na comunidade
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Veja também:

Comemoração do 13 de Maio pelo Brasil

Comemoração do 13 de maio pelo mundo

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*São Luis Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem

O “Testamento” de Santa Bernadette Soubirous

Bernadette morreu aos 35 anos. Seu corpo foi exumado três vezes no espaço de 46 anos, por causa do seu processo de canonização. Para grande surpresa de todos, o seu corpo estava intacto, apesar do seu rosário já estar enferrujado e o seu hábito em decomposição

Os médicos que pela primeira vez a exumaram, tiveram outra grande surpresa ao encontrar o seu fígado incorrupto, pois este é um dos primeiros órgãos que se decompõem… Também intactos estavam os seus dentes e as suas unhas. Além disso, depois de tantos anos da sua morte,  em seu corpo o sangue ainda continua líquido. Por esta razão a Igreja autorizou pô-la em uma urna de cristal em Nevers, exposta à veneração dos peregrinos. Santa Bernadette, nasceu no dia 7 de janeiro de 1844.

Marie Bernardette Soubirous, aquela que viu e conversou com a Virgem Maria em Lourdes, estando próxima de sua morte, ela contempla seu passado de miséria e de fome. Logo depois, pensa nos desprezos e injustiças que sofreu. Por último, medita sobre o abandono e a incompreensão que sempre a acompanhou.

Este é o seu: “Testamento Espiritual”.

“Pela pobreza de meu pai e pela ruína do moinho, pelas ovelhas doentes, graças vos dou, Senhor. Pelos meninos acudidos, pelas ovelhas que tomáveis conta, graças vos dou, Senhor! Graças, ó meu Deus, pelo Procurador, pelo comissário, pelos policiais, pelas duras palavras de Dom Peyramale. Por aqueles dias em que Vós me aparecestes, ó Virgem Maria. E por aqueles dias em que Vós não aparecestes. Eu não vos saberia agradecer de outra maneira a não ser agradecendo-vos no Paraíso.

Pelas bofetadas recebidas, pelos debiques, pelas injúrias e pelos ultrajes. Por aqueles que me mandaram prender como louca. Pela cólera que tiveram contra mim, por aqueles que me tomaram como interesseira… graças vos dou, Senhora! Pela ortografia que eu jamais consegui aprender, pela memória que eu jamais tive. Pela minha ignorância e por toda a minha estupidez, graças vos dou, Senhora!

Eu vos dou Graças, muitas graças porque se houvesse sobre a terra uma menina mais ignorante e mais estúpida do que eu Vós a teríeis escolhido para aparecer.

Graças por ter me dessedentado de amarguras a esse coração por demais tenro que Vós me destes. Pelos sarcasmos da madre mestra de noviças, por sua voz dura, pelas injustiças, pelas ironias, pelo pão da humilhação, muito obrigado! Graças por ter sido aquela privilegiada de ofensas, de quem as irmãs diziam: ‘Que sorte não ser como Bernadette!

Graças por ter sido a Bernadette ameaçada de prisão porque tinha visto a Virgem Maria. Olhada pelas pessoas como um animal raro.

Por esse corpo miserável que Vós me destes. Pelas minhas carnes em putrefação, pelos meus ossos com cáries, pelos meus suores, pela minha febre, pelas minhas dores surdas e agudas. Graças ó meu Deus! E por esse anseio que Vós me destes para o deserto da aridez interior. Pela vossa noite e pelos vossos relâmpagos, pelos vossos silêncios, mais uma vez, graças por tudo! Por Vós ausente e presente, graças, ó Jesus”.

Veja também: O corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous