“Per crucem ad lucem!”

XXII Domingo do Tempo Comum

É a dor inevitável em nossa existência? Pode o fiel encontrar a verdadeira felicidade nesta vida? No que consiste ela?

Monsenhor João S. Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho

 

Os antecedentes

Em sua infinita bondade, aprouve a Deus deixar inscritos no universo reflexos visíveis de suas perfeições invisíveis, para através deles os homens chegarem mais facilmente ao conhecimento de seu Criador. “Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Sl 18, 2), canta o salmista. Um dos predicados divinos manifestados de maneira admirável na natureza é, sem dúvida, a inesgotável dadivosidade.

Com efeito, para justos e pecadores, para bons e maus, a cada dia nasce radiante o Sol, com renovada e deslumbrante beleza, proporcionando vida às criaturas. Sem cessar, brotam em profusão das nascentes as águas cristalinas que dessedentam homens e animais, alimentam rios e mares onde vive uma multidão incontável de seres; as chuvas irrigam regularmente toda a terra, as árvores dão seus frutos com abundância e, assim por diante, tudo obedecendo a uma majestosa sincronia.

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A fé de Pedro, fundamento do Papado

XXI Domingo do Tempo Comum

Num ardoroso ímpeto de fé, São Pedro adianta-se aos outros Apóstolos e proclama que Cristo é o Filho de Deus. Como recompensa a este ato de fidelidade, Jesus o constitui a pedra sobre a qual edificará sua Igreja

Monsenhor João S. Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 


Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no Céu. 18 Por isso Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na Terra será ligado nos Céus; tudo o que tu desligares na Terra será desligado nos Céus”. 20 Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias (Mt 16, 13-20).

A promessa da fundação da Igreja

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali
perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho
do Homem?”

Partindo de Betsaida, onde havia curado um cego (cf. Mc 8, 22-26), Nosso Senhor Se dirigiu com os discípulos a Cesareia de Filipe, cidade situada a uns 50 km de distância, num território de exuberante beleza natural, situado ao norte da Palestina.

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A palavra de Jesus é viva e eficaz

XV Domingo do Tempo Comum

A todo propósito, Deus lança com abundância em nossas almas a semente de sua palavra. Compete a nós fazê-la frutificar para a maior glória do Criador

Mons. João S. Clá Dias, EP
Fundador dos Arautos do Evangelho
e do Apostolado do Oratório

 

 

Uma parábola rica de significados

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se às margens
do Mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta
d’Ele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-Se, enquanto a
multidão ficava de pé, na praia.

Cada pequeno detalhe deste trecho é denso de significado e de superior beleza. O Mestre sai de sua casa em Cafarnaum — como gostaríamos de conhecer esta casa! — e vai para a praia. O Mar da Galileia deveria estar sereno, sem o rumorejar das ondas, possibilitando que a voz de Cristo fosse ouvida com facilidade pela multidão disposta ao longo daquele anfiteatro natural. Tudo de uma grandiosa simplicidade, de tal forma que se esta barca tivesse sido preservada, mereceria sem duvida ser venerada em uma catedral-relicário. Maravilhoso é o cenário preparado para este solene momento: é Deus quem vai falar!

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A sublime beleza moral da Nova Lei


VII Domingo do Tempo Comum

Aos preceitos morais da Antiga Lei, Nosso Senhor vai acrescentar exigências muito mais profundas, elevadas e radicais

Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 

 

No Evangelho deste 7º Domingo do Tempo Comum se encontra o cerne de todo o Sermão da Montanha, o qual nos indica a via segura para atingirmos a santidade. No que consiste ser santo? Em alcançar a ousada meta traçada pelo Divino Mestre: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Como veremos neste Evangelho, Nosso Senhor modificou completamente o sistema cruel e egoísta de encarar o relacionamento humano que reinava até então.

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Dez curas e um milagre

XXVIII Domingo do Tempo Comum

Compadecido dos sofrimentos físicos de dez leprosos, quis Nosso Senhor conceder-lhes a cura miraculosa que tinham pedido confiantes. Mas, como apenas um deles exprimiu sua gratidão, só este foi favorecido com o milagre mais importante

Monsenhor João S. Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório


Duas classes de milagre: do corpo e do espírito

Na época de Nosso Senhor, o leproso, devido à falta de recursos médicos que possibilitassem o seu tratamento — carência que se prolongou por muitos séculos —, era um pária desprezado pela sociedade. Uma vez detectada a enfermidade, era ele apresentado ao sacerdote que, após um minucioso exame, o declarava legalmente impuro mediante um cerimonial apropriado. Se é verdade que ele não era deportado para uma ilha, segundo o costume adotado em tempos posteriores, deveria, contudo, ausentar-se da cidade, do convívio humano e viver isolado no campo. Obrigavam-no, ademais, a utilizar uma veste característica para anunciar a situação de excomunhão social em que se encontrava e a seguir certas normas, como a de se deslocar tocando uma campainha para indicar sua presença, de forma que as pessoas abrissem caminho, evitando o risco de contaminação pelo contato ou pela simples cercania.

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