Boletim Informativo janeiro/fevereiro 2020


A Igreja, sábia Mestra da vida, instituiu no primeiro dia do ano a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. É uma forma, sem dúvida, de o homem consagrar-Lhe tudo aquilo que almeja realizar ao longo do ano que apenas se inicia; mas é também um filial reconhecimento de que todo empreendimento – e, portanto, todo ano – deve começar e terminar com Ela, n’Ela e por Ela. Por quê?

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Mãe de Deus e nossa Mãe

Maternidade Divina de Nossa Senhora

Deus, estabelecendo a união hipostática com a natureza humana, dignificou toda a Criação. Ele quis que essa união se operasse no seio virginal de Maria Santíssima, Aquela que supera todas as meras criaturas

Plínio Corrêa de Oliveira


A importância da Maternidade Divina  para a piedade católica está em que todas as graças extraordinárias pela Virgem Maria recebidas, que fizeram d’Ela uma criatura única em todo o universo e na economia da salvação, têm como título e ponto de partida o fato de Maria ser Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Essência da devoção mariana

Deus eterno, perfeito, cria os Anjos e, abaixo deles, os homens.

Mas a Encarnação, a união hipostática, é estabelecida não com Anjos, mas com a natureza humana. Parece uma contradição, pois a dignidade superior dos Anjos pediria que a união hipostática fosse feita com o mais alto dos coros angélicos.

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A Comunhão Reparadora do Primeiro Sábado no Brasil

Ao ver as fotos das celebrações do Primeiro Sábado pelo Brasil lembrei das palavras de São Tomás de Aquino, citadas por Dr. Plínio em artigo deste blog “Nossa Senhora do Rosário, uma festa de glória!”

Pe. Mário Beccar Varela, EP

São Tomás define a glória como sendo o efeito que se volta para sua causa e a louva. 

E Dr. Plinio completa afirmando sobre a glória de Nossa Senhora: “louva Maria Santíssima quem vive de acordo com as virtudes das quais Ela deu exemplo, e pratica essas virtudes com o intuito de honrá-La.” Perfeito!

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Meditação do Primeiro Sábado de agosto 2019

V Mistério Glorioso
Coroação de Nossa Senhora no Céu
Rainha e Mãe de Misericórdia

Composição de Lugar

Com os olhos da imaginação montemos um grandioso cenário de uma festa no Céu, como talvez já tenhamos visto em gravuras e pinturas: uma multidão de Anjos e Santos circundando os tronos do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e o trono onde está sentada Maria Santíssima. Ela se curva diante da Santíssima Trindade, que lhe deposita sobre a cabeça uma coroa resplandecente de luz, enquanto o Céu inteiro entoa um hino de louvor e de glória à nossa Rainha.

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O “alter ego*” da mais perfeita das criaturas

Certa vez um Anjo resolveu percorrer a terra em busca da mais bela das criaturas

 

Contemplava, maravilhado, a obra dos seis dias e encantava-se com os reflexos das perfeições divinas nela contidos. Enternecia-se com a singeleza das plantas e a ordenação dos pequenos animais, enlevava-se com a vastidão dos mais diversos panoramas, impressionava-se com a majestosa e implacável força da natureza.

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De Maria Nunquam Satis!*

A afirmação no título acima faz recordar também que a nenhum fiel é lícito não ter devoção a Nossa Senhora, pois “a Mãe de Deus é o modelo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo”**

Ir. Felipe Lecaros, EP

Para demonstrar o quanto a devoção a Nossa Senhora é o melhor caminho para se chegar a Jesus Cristo, citamos a explicação dada há séculos atrás por São Luis Maria Grignion de Montfort: Diz o Santo missionário mariano:

“Seria possível que Aquela que achou graça diante de Deus para o mundo inteiro em geral, e para cada um em particular, impedisse uma alma de encontrar a grande graça da união com Ele? Seria possível que Aquela que foi cheia de graça e superabundante de graças, e tão unida e transformada em Deus que este n’Ela Se encarnou, impedisse uma alma de ficar perfeitamente unida a Deus?” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 164).

E conclui São Luis:

“Vós, Senhor, estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco; nem pode Ela estar sem Vós, pois senão deixaria de ser o que é; de tal modo está Ela transformada em Vós, pela graça, que já não vive, já não existe: sois Vós que viveis e reinais n’Ela, de maneira mais perfeita que em todos os Anjos e Bem-aventurados. […] Maria está tão intimamente unida a Vós que mais fácil seria separar do sol a luz, e do fogo o calor” (idem, n. 63).

Cientes dessa verdade, mais de cem fiéis e membros do Apostolado do Oratório iniciaram neste último domingo, 19, um novo Curso Preparatório para a Consagração a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, segundo o método de São Luis Maria Grignion de Montfort.

Foi esse o primeiro passo rumo a entrega que farão como escravos de amor Àquela a quem Deus quer servir-Se na santificação das almas até a consumação dos séculos.

Veja abaixo algumas fotos do primeiro dia do curso na sede do Apostolado do Oratório em São Paulo.

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Veja também: Consagração a Nossa Senhora na Basílica dos Arautos do Evangelho

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* Repetida por São Bernardo de Claraval e outros Santos, este categórico louvor à Mãe de Deus é habitualmente traduzido como: “A respeito de Maria jamais se dirá o bastante”.
** CONCÍLIO VATICANO II. Lumen gentium, n.63.