Diz a Escritura que “um amigo fiel é uma poderosa proteção; quem o achou, descobriu um tesouro. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará este amigo. ” (Eclesiástico, 6, 14-17)
Ir. Alcidio Miranda, EP
Uma nova era na espiritualidade do gênero humano
se inicia publicamente com o milagre das Bodas de
Caná. Além de conferir ao casamento um altíssimo
significado, Jesus inaugura a mais excelente via para
se obter o perdão e a graça: confiar na mediação e
na onipotência suplicante de Maria
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Depois de chamar os cinco primeiros seguidores, quis o Mestre operar algo para confirmá-los na Fé. Foi provavelmente por essa razão que Jesus “manifestou sua glória”, efetuando seu primeiro milagre nas Bodas de Caná (Jo
2, 11). E assim procedeu devido a uma suave e afetuosa súplica de sua Mãe.
O Evangelho ressalta o importante papel de intercessora de Maria. Jesus estava iniciando sua missão pública e desejava fundar a Igreja com vistas à santificação de todos. Ora, a célula mater da estruturação social sempre foi, e nunca deixará de ser, a família. Nas Bodas de Caná, segundo a interpretação de famosos teólogos e exegetas, Jesus quis reafirmar a importância conferida pela sociedade antiga à união conjugal e santificá-la, preparando assim as vias para dar-lhe um caráter sacramental.
A súplica onipotente de Maria
A História nada registra sobre a origem das relações entre a Sagrada Família e os nubentes, nem sequer por que Jesus e Maria foram convidados para a festa. Os detalhes perderam-se pelo caminho, talvez por desígnio de Deus, a fim de concentrar a atenção dos séculos futuros na tão paradigmática festa das núpcias de Caná. Ali está simbolizado o lar católico como deve ser, e indicada a conduta a seguir face aos problemas e dificuldades da vida. Ali está prefigurada a família cristã assistida por Cristo, através da intercessão de Maria.
A partir desse episódio, todos os cônjuges, até o fim do mundo, devem firmar-se na certeza de que Jesus solucionará qualquer drama ou aflição, se invocarem a onipotente mediação de Maria.
Por intercessão de Maria
E foi numa festa nupcial que, a pedido de sua Mãe, Jesus quis realizar seu primeiro milagre, para assim tornar patente aos olhos do mundo o quanto o matrimônio deve ser tomado como uma via de santificação. Maria já se encontrava nas bodas quando chegaram Jesus e seus discípulos. Jesus operou a transformação da água em vinho por intercessão de Maria, para nos inculcar a convicção de que, apesar de não haver chegado a hora, por uma palavra dos lábios da Mãe, Ele nos atenderá. Eis que em Caná abriu-se uma nova era na espiritualidade do gênero humano, com a inauguração de um especial regime da graça.
Ademais, em Caná, Maria nos ensina algo muito importante. Numa análise superficial, parece inexplicável a atitude de Nossa Senhora, pois, apesar da negação de Jesus, Ela ordena aos criados fazerem tudo quanto Este lhes dissesse. Não havia Ele dito que não chegara ainda sua hora? Fica, portanto, em quem lê o Evangelho, a impressão de Maria não ter feito caso dessa resposta negativa.
Esclarecem-nos os teólogos ser esta atitude de Maria uma excelente lição para nós. Nem todas as determinações de Deus são absolutas. Há algumas que são condicionadas às nossas orações. Se Maria não tivesse recomendado aos serventes que agissem de acordo com as orientações de Jesus, os noivos e seus convidados não teriam tomado o melhor dos
vinhos da História, nem os Apóstolos assistido a tão grandioso milagre.
Em Caná, aprendemos de Maria o quanto Deus quer as nossas orações e a nossa colaboração em sua obra. Devido a esse sublime papel de medianeira e de onipotência suplicante da Santíssima Virgem, que se inicia publicamente nas Bodas de Caná, talvez pudéssemos dividir a História da espiritualidade em duas grandes eras: antes de Maria e depois de Maria.

Veja também:


O maior santuário franciscano das Américas recebeu neste mês de agosto a VII Romaria do Apostolado do Oratório
Pela sétima vez, no domingo 26 de agosto, recebeu Canindé, cidade do sertão semiárido cearense, a romaria anual do Apostolado do Oratório, uma ação missionária de iniciativa dos Arautos do Evangelho que promove a evangelização das famílias através da devoção ao Imaculado Coração de Maria.
A programação da VII Romaria à Basílica de São Francisco das Chagas teve início logo pela manhã com procissão dos Oratórios do Imaculado Coração de Maria conduzidos por seus coordenadores.
A procissão partiu da Igreja Nossa Senhora das Dores até à Basílica por estreitas ruas que ligam os dois templos religiosos, tendo a frente a força juvenil de membros do Projeto Futuro e Vida, dos Arautos do Evangelho, com seus instrumentos musicais entoando hinos marianos e eucarísticos.
Cooperadores dos Arautos do Evangelho; Coordenadores de oratórios, participantes e familiares do Apostolado do Oratório e um grande número de simpatizantes formavam um belo cortejo tendo ao centro a imagem peregrina da Virgem de Fátima.
Entusiasmados, os peregrinos partiram de seus lugares de origem ainda nos primeiros raios da manhã daquele domingo e com mesma alegria foram acolhidos pelas calorosas palavras de boas-vindas dirigidas pelo Reitor do Santuário de São Francisco das Chagas, Frei Marconi Lins, OFM aos romeiros do Apostolado do Oratório.
Pelas mãos deste filho de São Francisco a Santíssima Virgem, representada na piedosa imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, foi coroada antes da celebração eucarística, cativando a todos os fiéis com seu olhar maternal de Mãe, enchendo-os de esperanças que Ela os atenda misericordiosa suas súplicas.
Assim, neste ambiente de tantas graças, toda a família de almas dos Arautos do Evangelho ali presente se formou na entrada da Basílica-Santuário para o cortejo que deu início à santa Missa celebrada pelo sacerdote arauto Pe. Célio Casale, EP.
Proveniente da capital paulista, Padre Casale pôde conferir de perto a piedade e o calor humano do povo cearense, procedendo após a missa, à bênção dos objetos religiosos adquiridos pelos peregrinos que se deslocaram ao Santuário de São Francisco das Chagas.
Dando prosseguimento ao cumprimento do programa estabelecido, os peregrinos se dirigiram para o refeitório do Centro de Treinamento Franciscano da paróquia onde se encontraram para um animado e concorrido almoço.
Depois de alimentados espiritual e corporalmente, os romeiros descansaram, conversaram e se descontraíram por um bom tempo. Tempo este suficiente para recompor as energias e continuarem a programação da tarde que constou de visita ao Mosteiro do Santíssimo Sacramento, das Irmãs Clarissas onde se realizou a segunda missa celebrada por outro sacerdote arauto, Pe David Francisco. EP
Na capela lotada daquele mosteiro foi realizada a imposição de escapulários em boa parte dos romeiros do Apostolado do Oratório que antes de partirem para suas cidades de origem se despediram de Canindé passando pelo monumento de São Francisco de Assis erguido em honra ao fundador da Ordem Franciscana.
Fonte: Arautos de Fortaleza
A afirmação no título acima faz recordar também que a nenhum fiel é lícito não ter devoção a Nossa Senhora, pois “a Mãe de Deus é o modelo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo”**
Ir. Felipe Lecaros, EP
Para demonstrar o quanto a devoção a Nossa Senhora é o melhor caminho para se chegar a Jesus Cristo, citamos a explicação dada há séculos atrás por São Luis Maria Grignion de Montfort: Diz o Santo missionário mariano:
“Seria possível que Aquela que achou graça diante de Deus para o mundo inteiro em geral, e para cada um em particular, impedisse uma alma de encontrar a grande graça da união com Ele? Seria possível que Aquela que foi cheia de graça e superabundante de graças, e tão unida e transformada em Deus que este n’Ela Se encarnou, impedisse uma alma de ficar perfeitamente unida a Deus?” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 164).
E conclui São Luis:
“Vós, Senhor, estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco; nem pode Ela estar sem Vós, pois senão deixaria de ser o que é; de tal modo está Ela transformada em Vós, pela graça, que já não vive, já não existe: sois Vós que viveis e reinais n’Ela, de maneira mais perfeita que em todos os Anjos e Bem-aventurados. […] Maria está tão intimamente unida a Vós que mais fácil seria separar do sol a luz, e do fogo o calor” (idem, n. 63).
Cientes dessa verdade, mais de cem fiéis e membros do Apostolado do Oratório iniciaram neste último domingo, 19, um novo Curso Preparatório para a Consagração a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, segundo o método de São Luis Maria Grignion de Montfort.
Foi esse o primeiro passo rumo a entrega que farão como escravos de amor Àquela a quem Deus quer servir-Se na santificação das almas até a consumação dos séculos.
Veja abaixo algumas fotos do primeiro dia do curso na sede do Apostolado do Oratório em São Paulo.
Veja também: Consagração a Nossa Senhora na Basílica dos Arautos do Evangelho
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Segue abaixo transcrição da notícia publicada no Portal A12 de Aparecida
Cerca de 10 mil pessoas participaram neste sábado (11) no Santuário de Aparecida da IX Romaria Nacional do Apostolado do Oratório, missão pertencente à Associação Arautos do Evangelho.
A missa foi presidida pelo bispo emérito de Lorena (SP), Dom Benedito Beni, e contou com a participação de religiosos da associação e milhares de leigos do Apostolado, responsáveis pela missão dos oratórios do Imaculado Coração de Maria.

Dom Beni destacou em sua homilia a importância da fé e a devoção a Nossa Senhora. Segundo ele, a fé não elimina o sofrimento, mas dá força pra enfrentá-lo com a cabeça erguida.
Explicou também que “a fé é o acendimento da inteligência das verdades reveladas por Deus” e que é um dom para benefício pessoal.
Dirigindo-se à Romaria, o bispo recordou os três componentes principais da espiritualidade dos Arautos do Evangelho: ter como centro a Eucaristia, possuir obediência filial ao papa e uma profunda devoção a Nossa Senhora.
“Estamos reunidos neste Santuário para prestar a Nossa Senhora nosso culto que nos aproxima cada vez mais do Cristo”, ressaltou o celebrante que em seguida explicou:
“Favorece o culto, porque Ela tem uma relação especial com a Trindade. O Pai a escolheu e a preparou tornando-a cheia de graça. O Filho, ela o concebeu em seu seio, pra nos salvar. E o Espírito Santo foi quem concebeu o Filho, ela era cheia de graça e por isso sempre foi plena do Espírito Santo”.
Arautos do Evangelho
Arautos do Evangelho é uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, composta por membros da vida consagrada, sacerdotes e leigos, além disso, conta com o Apostolado do Oratório presente em mais de 90% das dioceses brasileiras.

Os membros do Apostolado do Oratório levam a devoção a Maria através da peregrinação de um Oratório com a imagem do Imaculado Coração de Maria a muitas famílias, incentivando-as à oração do Rosário.
Lembrai-Vos, Virgem Santíssima, de que, quando Vós batestes em minha porta, eu não apenas a abri, mas a escancarei para que o vosso Oratório estivesse em minha casa*
Ir. Mozart Ramiro, EP
Os melhores mo
mentos de nossas vidas são aqueles nos quais somos objetos da misericórdia divina, quando a graça de Deus, obtida pelas orações de Nossa Senhora, nos alcança e nos toca profundamente.
E nós, missionários dos Arautos do Evangelho, testemunhamos esses momentos no dia a dia, sempre que vemos essas graças baterem à porta de tantas famílias, ao serem convidadas a receber em suas casas o Oratório do Imaculado Coração de Maria.

E foi isso que se deu há um ano nas cidades de Vitória, Serra e Cariacica no Estado do Espírito Santo.
Aqui deixamos nossos cumprimentos – repletos de saudades – aos párocos, coordenadores e a todas as famílias que, no decorrer deste ano, passaram a conviver com a presença maternal, suave e benfazeja da Mãe de Deus em suas casas.
Esperamos nos reencontrar em breve, sempre unidos no Imaculado Coração de Maria.


*Trecho da Oração Composta por Monsenhor João Clá para os grupos de Oratório
Veja também: Eis que estou à porta e bato