Nossa Senhora do Rosário, uma festa de glória!

Uma das linhas mestras da piedade de Dr. Plinio era promover a glória da Santa Mãe de Deus. Por ocasião da festa de Nossa Senhora do Rosário, Dr. Plinio manifesta um de seus mais entranhados desejos

Nós devemos festejar a data que a Igreja dedica a Nossa Senhora do Rosário com um empenho especial pela simples razão de que o Rosário é um dos símbolos mais característicos da piedade cristã.

Houve tempos em que ele pendia dos hábitos de quase todos os religiosos, ele estava no bolso de todas as pessoas católicas, inúmeras eram as pessoas que eram enterradas com ele nas mãos.

Quando se queria simbolizar a piedade, este símbolo era o Rosário.

De maneira que nós devemos olhar para esta festa do Rosário cheios de esperança, e pedir a Nossa Senhora, que ajudou aos cristãos vencerem a Batalha de Lepanto, que nos conceda a graça da vinda do Reino d’Ela, que será também o Reino do Rosário.

Continue lendo “Nossa Senhora do Rosário, uma festa de glória!”

Boletim Informativo no. 99 março/abril 2019

Paradoxo insolúvel…
para almas sem fé


Depois de três anos de árduas conquistas, quando o Messias parecia alcançar a glória, vieram o revés, a perseguição, a dor. Em menos de uma semana, de domingo a sexta-feira, Ele passou de festejado a condenado, de procurado a rejeitado. Do “Arco do Triunfo”, foi arrastado à Cruz.

Clique na foto para baixar o arquivo do boletim

Para as mentes naturalistas, a estrada que conduz à glorificação de Cristo deveria ter sido uma continuação em linha reta do Domingo de Ramos. Mas isso seria muito pouco para o Divino Salvador, e Deus, que sempre escolhe o caminho mais belo, adotou para seu Filho a Via Crucis.

A chave deste imenso paradoxo se encontra no esplendor do triunfo da Ressurreição. A prova de que a verdadeira vitória de Cristo se deu no Calvário, é que seu estandarte de glória não é uma vulgar folha de palmeira, mas a Cruz, também chamada de “Árvore da Vida”.

E esta é mais uma lição que os carentes de fé nunca puderam compreender…

Milagre Eucarístico: a Primeira Comunhão de Imelda

Com apenas 8 anos de idade entrou para o convento. Aos 10, recebeu o hábito de monja dominicana. Embora tivesse tão pouca idade, era uma freira em tudo exemplar nas atividades da vida religiosa. Entretanto, algo a intrigava: o fato de as pessoas receberem a Sagrada Comunhão e continuarem a viver

Consagrada a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento

Essa angelical menina nasceu no ano de 1322 em Bolonha (Itália). Seu pai, Egano Lambertini, pertencia à alta nobreza e desempenhou cargos importantes como o de governador de Bréscia e o de embaixador na República de Veneza. A par de grande habilidade, prudência e valor militar, distinguiu-se também por sua profunda fé e amor aos pobres. Sua mãe, Castora, da nobre família Galuzzi, rogava com ardorosa fé a Nossa Senhora a graça de ter ao menos um filho.

Continue lendo “Milagre Eucarístico: a Primeira Comunhão de Imelda”

Meditação do Primeiro Sábado de agosto 2018

4º Mistério Glorioso
Assunção de Nossa Senhora

A misericórdia que preenche os espaços entre o Céu e a Terra

Assunção de Nossa Senhora. Pinacoteca do Museu Vaticano, Roma – Itália

COROADA COMO RAINHA AO LADO DO REI

Em 1950 o Papa Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, declarando ser verdade revelada que a Virgem Maria “terminado o curso da vida terrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”.

Suprema glória no Céu

Quem será capaz de expressar em palavras com quanta honra e com quanta alegria foi Maria recebida no Céu? Porque quanto maior graça alcançou Ela na Terra sobre todas as demais criaturas, outro tanto mais obtém também nos Céus de glória. E se o olho não viu nem o ouvido ouviu, nem cabe no coração humano o que tem Deus preparado para os que O amam, quem poderá dizer o que reservou Ele para Aquela que O engendrou e O amou mais que todos os homens?

“Louvor e glória ao Deus Altíssimo que vos conferiu, ó Maria, maior graça que a todas as filhas dos homens que no mundo existiram! ”, exclama o piedoso autor da “Imitação de Cristo”, acrescentando: “E logo colocou vosso assento junto ao trono de vosso Filho no Reino dos Céus, no lugar mais eminente, sobre todos os coros de Anjos e de Santos, que Ele vos havia preparado, com requinte de beleza, desde toda a eternidade.”

Esplendor superior ao de todos os astros do universo

No dia de sua Assunção, o esplendor de Maria superou ao do próprio sol e o dos outros astros do firmamento. Tendo sido Maria superior aos patriarcas na firmeza da fé, aos profetas na contemplação das coisas divinas, aos apóstolos no zelo da honra de Deus e do bem das almas, aos mártires na virtude da fortaleza, aos santos padres na sabedoria, aos confessores na paciência e na mansidão, às virgens na pureza e a todos na santidade, havendo correspondido em grau eminentíssimo à graça e praticado todas as mais preciosas virtudes, por isso, no dia de sua Assunção, apareceu Ela com vestido bordado de ouro, engalanada com vários adornos, sentada à direita do Altíssimo e coroada Rainha de todos os Santos.

clique acima e baixe o texto da Meditação

Veja também: Como rezar bem o Rosário

Boletim Maria Rainha dos Corações julho/agosto 2018

Na passagem de Maria Santíssima deste mundo para a eternidade vislumbramos desde já o que nos acontecerá no Juízo Final, caso venhamos a morrer em estado de graça

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

A Santa Igreja Católica, ao comemorar a Solenidade da Assunção de Maria Santíssima, compõe a Liturgia com um objetivo definido, sintetizado na Oração do Dia:

“Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”.1

Nossa condição humana, tão cheia de lutas e de dramas, e ao mesmo tempo de graças, tende a voltar-se para as realidades concretas que nos cercam – saúde, dinheiro, relações, etc. –, esquecendo-se das maravilhas sobrenaturais, quando na verdade sua contemplação é essencial para nos tornarmos partícipes da glória de Nossa Senhora. Sinal da importância de nos atermos em primeiro lugar aos bens do alto é que eles nos serão concedidos por todo o sempre, se nos salvarmos.

A exemplo de Maria

Na passagem de Maria Santíssima deste mundo para a eternidade vislumbramos desde já o que nos acontecerá no Juízo Final, caso venhamos a morrer em estado de graça. Todos nós partiremos desta vida. E quanto tempo mediará entre a morte e a ressurreição? Não importa, pois a ressurreição certifica a onipotência divina. Pela simples lembrança de que morreremos, seremos sepultados e esperaremos até sermos ressuscitados de forma gloriosa, a ponto de adquirirmos um corpo espiritualizado, já antegozamos esse momento de extraordinária beleza em que triunfaremos, como Nossa Senhora no dia da Assunção.

Júbilo na eternidade

Que gáudio incomparável experimentaram todas as almas bem-aventuradas quando Nossa Senhora ali entrou em corpo e alma!

Embora seu Divino Filho já estivesse ressurrecto na companhia dos eleitos, o fato de unir-Se a eles, sendo a mais bela, elevada e santa das puras criaturas, foi um surto de consolação para quantos aguardavam a ressurreição de seus corpos.

(acima: Dormição de Nossa Senhora (Catedral de Notre-Dame, Paris)

A coroação da Santíssima Virgem

Tendo Nossa Senhora completado sua missão, bem podemos imaginar como foi seu triunfo no Céu: as três Pessoas da Santíssima Trindade A receberam e A glorificaram. Coroada pelo Pai, que Lhe conferia o poder impetratório e depositava em suas mãos o governo da criação, Maria Santíssima passou a ser a administradora dos tesouros divinos;
um suspiro d’Ela é capaz de mover a vontade do Criador. O Filho, a Sabedoria Eterna e Encarnada, Lhe deu toda a sabedoria, e o Espírito Santo, enquanto seu Esposo, Lhe concedeu a faculdade de santificar as almas.

Um caminho de luz é aberto a todos

A Assunção de Maria nos abre grandes portas e um caminho florido e cheio de luz, no que diz respeito à salvação eterna. Diante do penhor de nossa ressurreição, que nos é dado pelo mistério da Assunção de Maria Santíssima, deveríamos nos considerar mutuamente uns aos outros segundo esse ideal, como se estivéssemos já ressurrectos, pois acima do abatimento e das provações desta vida brilha a esperança da glorificação para a qual rumamos.

Vivamos buscando os bens do alto, e que nosso pensamento acompanhe o trajeto seguido por Maria Virgem. Voltemo-nos para o trono d’Ela, e assim receberemos graças sobre graças para estarmos sempre postos nesta via que nos conduzirá à ressurreição feliz e eterna, quando recuperaremos os nossos corpos em estado glorioso.

_______________________

1) Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Oração do Dia. In: MISSAL ROMANO (edição brasileira da CNBB). 9.ed. São Paulo: Paulus, 2004, p.638.

 

Veja também neste boletim:

pág. 8

 

 

 

 

 

Clique na foto e baixe o arquivo do Boletim Maria Rainha dos Corações no. 95 de julho/agosto.

Veja mais: IX Peregrinação Nacional ao Santuário de Aparecida

A Eucaristia, eixo da piedade católica

No blog dos Arautos do Evangelho da Colômbia* encontrei um escrito maravilhoso sobre o Santíssimo Sacramento e quero compartilhar aqui com todos

Pe. Rafael Ramón Ibarguren Schindler**, EP

O texto reproduz trechos de uma conferência de um declarado adorador, o Professor Plínio Corrêa de Oliveira. Já que a matéria apresenta um grande interesse, reproduzo trechos significativos.

1. No início, estão referidos os três aspectos do mistério eucarístico: sacrifício, presença e alimento: “A Missa é a renovação incruenta do Santo Sacrifício do Calvário, no qual Nosso Senhor Jesus Cristo ofereceu-se como vítima expiatória por todos os homens; Ele, o Homem Deus, Inocente, em sua natureza humana passou pelo castigo que Adão nos mereceu, e resgatou a todos os homens.

No momento em que o sacerdote pronuncia as palavras da Consagração, a hóstia é consagrada, transubstanciando-se no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Da renovação deste sacrifício do Divino Redentor resulta um dom inestimável: sua visita às nossas almas”.

2. Em seguida, o documento prossegue com esta ideia tão consoladora: Ver ao Senhor em pessoa, tocar a orla do seu manto e ouvir sua voz… é menos que comungar: Se Ele estivesse sensivelmente presente – está realmente presente -, e eu pudesse ver, por exemplo, um pequeno movimento de sua mão divina, e observar seu pulso, considerando que ali pulsa o Sagrado Coração de Jesus, dado que a pulsação do Coração é refletida nessas veias! Dessas pulsações divinas vive tudo o que tem vida na ordem espiritual das coisas. Que respeito!

Se eu conseguisse, também, tocar a borda de seu manto como aquela mulher que se curou ao tocá-lo! E se pudesse com esse ato alcançar, em um momento, o grau de santidade que eu gostaria de obter, não seria natural que me alegrasse completamente?

Recordo as palavras de um salmo, que me parecem uma beleza: “…se regozijarão meus ossos humilhados”. Um indivíduo está reduzido a ossos, a uma caveira; pode estar em uma situação mais baixa? Mas Nosso Senhor diz uma palavra e a caveira se refaz, ressuscita de júbilo!

As palavras dEle são palavras da vida eterna. Ouvir uma palavra de Jesus! Ele está na Hóstia; eu não vejo, mas creio.

Quando chega a hora de comungar, Nosso Senhor estará realmente em mim. Será que Ele não vai me dizer nada? Sim, no interior de nossas almas, Ele dirá:

– Meu filho, quando dois estão juntos, um sente ao outro. Será que quando Eu estou em ti não sentes nada? Ouça a linguagem silenciosa da minha presença, que não te fala aos ouvidos.

Às vezes o silêncio diz de uma pessoa o que não chega a expressar a fisionomia, as maneiras, ou o modo de ser ou a palavra. “Meu filho, tu sabes isso? Preste atenção em mim! Eu estou em você e a graça fala com você. Você não sente nada?”.

Assim é o inefável da Sagrada Eucaristia que a alma católica sente. Posso dizer que sinto algo que comunica luz, amor, força e permanece em nossa alma, embora para muitos lhes pareça ser passageiro.

Graças à Sagrada Comunhão, a inteligência se torna mais perspicaz para os assuntos da Fé; enquanto o amor se abre mais a todas as virtudes; em relação à fortaleza, fica mais disposta a fazer todos os sacrifícios e a vontade de lutar se multiplica por si mesma.

3. Em seguida, segue uma explicação de como a Missa repercute no céu. “Essa é uma hora de grande solenidade, para a qual devemos colocar a alma em uma posição de veneração, de gravidade e de seriedade.

A medida em que se aproxima a hora da Consagração, eu não posso deixar de pensar no que deve estar se passando de tão solene, festivo, vitorioso e grandioso no Céu nesse momento. Que alegria e que glória para Deus! Ainda que o Céu e a Terra tivessem sido criados para que houvesse apenas uma só Missa, tudo estava justificado.

Missa Solene na Basílica de Nossa Senhora do Rosário dos Arautos do Evangelho

Ao começar uma Missa, não estarão os anjos -para empregar uma linguagem antropomórfica- preparando-se solenemente? Imagino que nesse momento o Céu deva estar como um tribunal quando se vai realizar um ato mais sério e mais augusto que a coroação de um rei.

Pouco depois o tintinar dos sinos, termina a Consagração e o Céu reluzirá de glória”.

4. A Santa Missa não só ecoa no céu; causa terror ao demônio e repercute no inferno: “Estas considerações ficariam incompletas se eu não agregasse o seguinte: Ainda que de certo modo toda a criação tenha sido considerada sumariamente, falta algo: o inferno. Quando se aproxima a Consagração, eu imagino que o inferno fica aterrorizado, deve rugir de ódio e gostaria de fazer explodir o mundo para evitar a celebração de uma Missa. Ele sabe a derrota renovada que sofrerá”.

Estas ideias, que são parte da Fé e que se expressam em piedosas meditações, nos falam do caráter militante da celebração eucarística: mistério celebrado na terra que repercute não apenas no céu, mas também -e quanto!- nos infernos.

Assunção, junho de 2018

Por Padre Rafael Ibarguren EP

________________

*http://caballerosdelavirgen.org/espiritualidad/la-eucaristia-eje-de-la-piedad-catolica#

**Conselheiro de Honra da Federação Mundial das Obras Eucarísticas e da Igreja.

Veja também: Vinte e quatro horas eucarísticas