Oração a Nossa Senhora do Bom Conselho

Dia 26 de abril é festa de Nossa Senhora do Bom Conselho.

Mãe do Bom Conselho de Genazzano

Oração

Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a Vós recorro, para que Vos digneis de ser o meu guia e conselho neste vale de lágrimas.

Alcançai-me, pelo preciosíssimo Sangue de vosso Divino Filho, o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Alcançai para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do Reino de Jesus Cristo por toda a Terra. Assim seja.

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Pastoral dos Coroinhas e o Oratório – Entrevista

 

Francisco Wagner Santana Filgueiras, de 17 anos, é o Coordenador da Pastoral dos Coroinhas na Paróquia Menino Jesus de Praga, em Juazeiro do Norte, Ceará.

 

Quando se iniciou o Apostolado do Oratório em Juazeiro do Norte?

Wagner: No ano passado, uma dupla de missionários Arautos visitou várias famílias em Juazeiro e também entrou em contato com a Sra. Ana Claudia e comigo, que freqüentamos a Paróquia Menino Jesus de Praga. Depois de alguns meses, fomos a São Paulo para um encontro de simpatizantes dos Arautos, e voltamos com a idéia de implantar o Apostolado do Oratório aqui.

E como foi?

Wagner: Foi no mês de maio deste ano, aproveitando o mês de Maria. Reunimos as famílias e os coroinhas se comprometeram com os Oratórios. Nessa data começamos também a devoção dos Cinco Primeiros Sábados. O nosso pároco, P. José Alves de Oliveira, dá total apoio ao trabalho e designou o vigário, P. Leonardo, para ser o assistente espiritual dos grupos dos Oratórios. Atualmente temos dois grupos, um de famílias e outro formado pelos jovens coroinhas. E já há um terceiro praticamente formado, esperando o Oratório chegar.

E quais os frutos espirituais do Apostolado do Oratório?

juazeiro-422Wagner: O Oratório dos coroinhas visita a casa dos jovens e nem sempre as famílias são praticantes da religião. Mas os pais gostam de ver os filhos na paróquia. E, por meio dos filhos, evangelizamos os pais. É o grupo de coroinhas que organiza a devoção do Primeiro Sábado, faz a procissão e os pais também participam da Missa. Muitas pessoas estão rezando o terço e nesse dia formam-se filas para as confissões, o que só se via na Semana Santa. Além disso, o Oratório dos coroinhas visita uma vez por mês uma instituição para fazer caridade. No mês passado, os jovens levaram o Oratório ao hospital, agora estamos combinando de visitar um asilo e depois será a penitenciária.

Fale um pouco do Oratório dos adultos.

Wagner: Sim, depois do Oratório, muitas famílias começaram a freqüentar a Missa todos os dias! O Oratório dos adultos visita também as comunidades afastadas da Matriz. No dia da visita, as pessoas se reúnem para a Missa e a capela fica aberta o dia todo recebendo o povo. O cearense é muito devoto de Nossa Senhora e o Oratório é muito bem recebido por todos.

 

O fundador comenta

Aproxima-se o tempo da Quaresma. São 40 dias de preparação para a Semana Santa, onde celebraremos a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Sendo esse um tempo de penitência, no qual a Igreja exorta os fiéis a refletir sobre sua vida íntima e ver quais são os pontos em que deve melhorar, e portanto, pedir a Deus o auxílio para uma mudança de vida, publicamos nos dias que antecedem a Quaresma de 2010, um comentário de nosso fundador, Monsenhor João Clá Dias, EP, sobre a parábola do Filho Pródigo, para ajudar os nossos leitores a entrarem nesse tempo litúrgico considerando esse extraordinário sacramento que Nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou: a confissão.

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Monsenhor JoãoO Filho Pródigo e a confissão

 

De maneira singela, mas com beleza literária insuperável, a Parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 1-3; 11-32) nos conta a história de um pai e dois filhos, um dos quais fará o papel de equilibrado, sensato, honesto e fiel, e o outro de apaixonado, dissoluto e esbanjador ou pródigo.

O pai é apresentado como possuidor de um coração sábio, afetuoso e até maternal, a ponto de não manifestar a menor estranheza com o pedido do filho, e, portanto, de não tentar dissuadir seu caçula de exigir a herança a que tinha direito. O Evangelho de Lucas nos narra a história:

“Passados poucos dias, juntando tudo o que era seu, o filho mais novo partiu para uma terra distante e lá dissipou os seus bens vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, houve naquele país uma grande fome, e ele, começou a sofrer necessidade. Foi pôr-se a serviço de um habitante daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava encher o seu ventre das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Tendo caído em si, disse: Quantos diaristas há em casa de meu pai que têm pão  em abundância e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai.”

A fome, a dor e a provoção, acompanhadas da graça de Deus, bem podem nos conduzir a um raciocínio equilibrado, e produzir em nós uma real conversão e emenda de vida. Volta então o filho à casa paterna e as reações do pai acolhendo de volta seu filho que estava perdido, não poderiam ser mais comovedoras em matéria de bondade e de ternura. Certamente há muito ansiava revê-lo e por ele rezava.

O recém-chegado apresentava-se como um maltrapilho, nada limpo, em condição totalmente imprópria para ser abraçado. Entretanto o pai lançou-se ao pescoço do filho e o cobriu de beijos. O filho, além  de ter-se esquecido de seu pai, havia esbanjado seus bens. É a imagem do efeito do pecado na alma de um batizado: o despoja dos méritos e da virtude e o mancha com a lama da ofensa a Deus. Mas o filho confessa suas faltas e pede o perdão ao pai.

Ao acusar suas misérias no confessionário e receber a absolvição, o homem, tal como o filho arrependido, é revestido dos mais preciosos tecidos de reconciliação, as sandálias do mérito lhe são devolvidas e o anel de filho de Deus recolocado em seu dedo.

O pai com alegria faz uma festa para recebê-lo: “Haverá maior alegria no céu por um pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15, 7)

(Extraído do Boletim Informativo do Apostolado do Oratório, “Maria Rainha dos Corações”, n° 24)

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