A correção fraterna, uma opção ou um dever?

XXIII Domingo do Tempo Comum

Quem não corrige seu próximo causa dano não somente a ele, mas também a si próprio. Ver-se-á privado dos méritos e benefícios do cumprimento desse dever, e acabará por escandalizar os que constatam sua negligência

Mons. João S. Clá Dias, EP

 

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15 “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu. 19 De novo, Eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na Terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos Céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estou aí, no meio deles” (Mt 18, 15-20).

A correção, grande meio de salvação

Santo Afonso Maria de Ligório escreveu uma bela obra intitulada A oração, grande meio para alcançarmos de Deus a salvação. Seu conteúdo é preciosíssimo e irrefutável. Numa de suas páginas, o Santo chega a afirmar que “quem reza, certamente se salva e quem não reza, certamente será condenado”.

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A fé de Pedro, fundamento do Papado

XXI Domingo do Tempo Comum

Num ardoroso ímpeto de fé, São Pedro adianta-se aos outros Apóstolos e proclama que Cristo é o Filho de Deus. Como recompensa a este ato de fidelidade, Jesus o constitui a pedra sobre a qual edificará sua Igreja

Monsenhor João S. Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 


Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no Céu. 18 Por isso Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na Terra será ligado nos Céus; tudo o que tu desligares na Terra será desligado nos Céus”. 20 Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias (Mt 16, 13-20).

A promessa da fundação da Igreja

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali
perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho
do Homem?”

Partindo de Betsaida, onde havia curado um cego (cf. Mc 8, 22-26), Nosso Senhor Se dirigiu com os discípulos a Cesareia de Filipe, cidade situada a uns 50 km de distância, num território de exuberante beleza natural, situado ao norte da Palestina.

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Até onde deve chegar nossa fé


XIX Domingo do Tempo Comum

A barca com os Apóstolos é sacudida pela tempestade: bem poderia ser a imagem da Igreja em luta nos mares deste mundo, em plena noite, visando desembarcar nas margens do Reino Eterno

Monsenhor João S. Clá Dias, EP,
Fundador dos Arautos do Evangelho

 

 

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os
discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o
outro lado do mar, enquanto Ele despediria as multidões.

Se Jesus tivesse permanecido em meio à multidão, junto com seus discípulos, provavelmente estes se deixariam influenciar pela exaltação de todos. Pois, era também deles o sonho de libertação do jugo romano e de conquista do mundo inteiro.

Se, por outro lado, Ele partisse com seus discípulos para outras bandas, a febricitação das turbas não faria senão incrementar-se e, de repente, poderia arrebentar uma revolução na própria Galileia. A História nos ensina como essas ocasiões levam, às vezes, a verdadeiros incêndios cujas chamas tudo devoram.

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Cinco pães, dois peixes, mais Jesus…

XVIII Domingo do Tempo Comum

Ao realizar o milagre da multiplicação dos pães, Jesus tinha em vista não só alimentar aquela grande multidão, mas também ― finalidade muito mais elevada ― preparar as almas para aceitarem a Eucaristia

Mons. João S. Clá Dias, EP

 

Esquecido de Si, Cristo Se preocupava com os outros

13b Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades
e O seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande
multidão. Encheu-Se de compaixão por eles e curou os que
estavam doentes.

Tomadas de admiração pela verdade, bondade e beleza que emanavam do Mestre, as pessoas O seguiam sem preocupações triviais, motivadas pelo anseio de conviver com Ele, de ouvir seus ensinamentos e presenciar seus milagres. Recebiam inefáveis graças de consolação e de fervor, de modo que não mediam distâncias nem sacrifícios. Nessa ocasião, deslocaram-se apressadamente a pé, pelas margens do Mar da Galileia, enquanto Jesus fazia o percurso em um barco para poder Se isolar algum tanto.

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As parábolas sobre o Reino

XVII Domingo do Tempo Comum

Três parábolas sobre o Reino — a do tesouro escondido, a da pérola e a da rede —, preciosos ensinamentos para a nossa vida espiritual, a fim de alcançarmos a eterna salvação. Quando os “pescadores” separarem os “peixes”, no fim do mundo, estaremos nós entre os bons ou entre os maus?

Mons. João S. Clá Dia, EP

 


O Reino revelado pelo Divino Mestre

Tendo sido enviados alguns soldados pelas autoridades religiosas do Templo para prender Jesus, retornaram sem cumprir a missão, alegando ter sido impossível executá-la, pelo simples fato de nunca ninguém ter falado como Ele. Transparece, nesse episódio, o grande poder de expressão da verdade ensinada pela Verdade Encarnada. Ninguém jamais chegou a ser mestre, ou virá a sê-lo, em toda significação do termo, como o foi Jesus Cristo. Quem, de fato, conseguirá ultrapassar em pedagogia o Pregador Divino?

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Joio, mostarda, fermento e o Reino

XVI Domingo do Tempo Comum

Retificar os conceitos errôneos do povo judeu sobre o Reino
messiânico, acentuar o quanto devemos crer na força de expansão
da Igreja, e insistir na necessidade da vigilância, são os
principais objetivos destas parábolas

Mons. João S. Clá Dias, EP.
Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 

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