Até onde deve chegar nossa fé


XIX Domingo do Tempo Comum

A barca com os Apóstolos é sacudida pela tempestade: bem poderia ser a imagem da Igreja em luta nos mares deste mundo, em plena noite, visando desembarcar nas margens do Reino Eterno

Monsenhor João S. Clá Dias, EP,
Fundador dos Arautos do Evangelho

 

 

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os
discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o
outro lado do mar, enquanto Ele despediria as multidões.

Se Jesus tivesse permanecido em meio à multidão, junto com seus discípulos, provavelmente estes se deixariam influenciar pela exaltação de todos. Pois, era também deles o sonho de libertação do jugo romano e de conquista do mundo inteiro.

Se, por outro lado, Ele partisse com seus discípulos para outras bandas, a febricitação das turbas não faria senão incrementar-se e, de repente, poderia arrebentar uma revolução na própria Galileia. A História nos ensina como essas ocasiões levam, às vezes, a verdadeiros incêndios cujas chamas tudo devoram.

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Cinco pães, dois peixes, mais Jesus…

XVIII Domingo do Tempo Comum

Ao realizar o milagre da multiplicação dos pães, Jesus tinha em vista não só alimentar aquela grande multidão, mas também ― finalidade muito mais elevada ― preparar as almas para aceitarem a Eucaristia

Mons. João S. Clá Dias, EP

 

Esquecido de Si, Cristo Se preocupava com os outros

13b Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades
e O seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande
multidão. Encheu-Se de compaixão por eles e curou os que
estavam doentes.

Tomadas de admiração pela verdade, bondade e beleza que emanavam do Mestre, as pessoas O seguiam sem preocupações triviais, motivadas pelo anseio de conviver com Ele, de ouvir seus ensinamentos e presenciar seus milagres. Recebiam inefáveis graças de consolação e de fervor, de modo que não mediam distâncias nem sacrifícios. Nessa ocasião, deslocaram-se apressadamente a pé, pelas margens do Mar da Galileia, enquanto Jesus fazia o percurso em um barco para poder Se isolar algum tanto.

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As parábolas sobre o Reino

XVII Domingo do Tempo Comum

Três parábolas sobre o Reino — a do tesouro escondido, a da pérola e a da rede —, preciosos ensinamentos para a nossa vida espiritual, a fim de alcançarmos a eterna salvação. Quando os “pescadores” separarem os “peixes”, no fim do mundo, estaremos nós entre os bons ou entre os maus?

Mons. João S. Clá Dia, EP

 


O Reino revelado pelo Divino Mestre

Tendo sido enviados alguns soldados pelas autoridades religiosas do Templo para prender Jesus, retornaram sem cumprir a missão, alegando ter sido impossível executá-la, pelo simples fato de nunca ninguém ter falado como Ele. Transparece, nesse episódio, o grande poder de expressão da verdade ensinada pela Verdade Encarnada. Ninguém jamais chegou a ser mestre, ou virá a sê-lo, em toda significação do termo, como o foi Jesus Cristo. Quem, de fato, conseguirá ultrapassar em pedagogia o Pregador Divino?

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Joio, mostarda, fermento e o Reino

XVI Domingo do Tempo Comum

Retificar os conceitos errôneos do povo judeu sobre o Reino
messiânico, acentuar o quanto devemos crer na força de expansão
da Igreja, e insistir na necessidade da vigilância, são os
principais objetivos destas parábolas

Mons. João S. Clá Dias, EP.
Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 

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A palavra de Jesus é viva e eficaz

XV Domingo do Tempo Comum

A todo propósito, Deus lança com abundância em nossas almas a
semente de sua palavra. Compete a nós fazê-la frutificar para a
maior glória do Criador

Mons. João S. Clá Dias, EP
Fundador dos Arautos do Evangelho
e do Apostolado do Oratório

 

 

Uma parábola rica de significados

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se às margens
do Mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta
d’Ele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-Se, enquanto a
multidão ficava de pé, na praia.

Cada pequeno detalhe deste trecho é denso de significado e de superior beleza. O Mestre sai de sua casa em Cafarnaum — como gostaríamos de conhecer esta casa! — e vai para a praia. O Mar da Galileia deveria estar sereno, sem o rumorejar das ondas, possibilitando que a voz de Cristo fosse ouvida com facilidade pela multidão disposta ao longo daquele anfiteatro natural. Tudo de uma grandiosa simplicidade, de tal forma que se esta barca tivesse sido preservada, mereceria sem duvida ser venerada em uma catedral-relicário. Maravilhoso é o cenário preparado para este solene momento: é Deus quem vai falar!

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A santa alegria dos humildes

XIV Domingo do Tempo Comum

Como gozar da paz e da alegria nesta Terra, tanto quanto possível, e possuí-las plenamente na eternidade? Entremos na escola de Jesus!

Mons. João S. Clá Dias, EP. Fundador dos Arautos do Evangelho e do Apostolado do Oratório

 

 

Naquele tempo, Jesus pôs-Se a dizer: 25 “Eu Te louvo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra,porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo Me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28 Vinde a Mim todos vós, que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 25-30).

Jesus foi humilde para nos dar sua alegria

A clave da Liturgia do 14º Domingo do Tempo Comum nos é sugerida logo na abertura da Celebração, pela Oração do Dia: “Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas”.

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