
Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio do matagal, veio um homem ainda jovem de grande estatura e com olhos muito tristes. Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele. O rapaz abaixou os olhos e murmurou envergonhado:
“Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais, parentes e amigos. Como quem afunda todo na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho receio do futuro e não sinto sossego em nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, e por favor, ajude-me a sair deste sofrimento, desta angústia!”– pediu ajoelhando-se.
O monge, que compadecido ouviu tudo em silêncio, olhou aquele homem por alguns instantes e disse: “Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?”
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